Maria de Lourdes Medeiros Bruno
ABRAÇO NO COMPASSO DE UM COTOVELO
Eis que num determinado instante paramos e estarrecidos ficamos, por medo de algo que não vemos.
Apenas sentimos e choramos,todas as nossas lágrimas, por aqueles que amamos e aqueles que não conhecemos e muito menos amamos.
Novas palavras foram inseridas num contexto, incomum e cruel. Novos valores, hábitos, atitudes e pensamentos.
O abraço virou “ponta do cotovelo”. Beijos, inadmissíveis.
Mascarados tomaram conta do Mundo! Coloridos ou não ,são a proteção e não o disfarce.
O tempo acelera a informação... Cada hora é uma, de preferência, diferente.
O que hoje pode... talvez, amanhã, não... Proibitivo ou proibitiva. Tudo é válido...
Túmulos, covas, corpos enrolados inundam e nos fazem mergulhar que a cada dia é um novo “rito de passagem”.
Dinheiro aparece no contexto... e muito! Prestação de conta, tão difícil quanto respirar em tempo de um vírus. Nos isolamos com medo de nós mesmos...Respiro. Não respiro. Uso. Não uso. Comunico não comunico. Visito ou não visito. Nãoooo! Não se deseja visita indesejada.
O homem virou “escudo vivo” dele mesmo. O outro, também passou a ser suspeito... E como.
Separa. Isola. Distancia. Sempre ouvi dizer que : “Nenhum Homem é Uma Ilha” E hoje, somos ilhas dentro de nós mesmos, diante d uma frieza incomum e muito má.
É o que temos para o momento!
Prazer! Saudações a um novo tempo que já chegou e ninguém esperava por ele.
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
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