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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

PARTE XXII: AUTOESTIMA: FORTIFICÁ-LA!

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PARTE XXII
AUTOESTIMA: FORTIFICÁ-LA!
Outro momento a ser mostrado na vida da mulher é aquele no qual ela é a profissional do CAMPO.
Trabalha no plantio e na colheita. Faz dele a sua vida e também a vida do próximo.
Não há pandemia que faça o Campo parar. E muito menos a mulher. Sempre atenta. Presente e trabalhando
De sol a sol... De todas as estrelas e manhãs lá está ela cuidando da terra e das suas surpresas. Agradáveis ou não.
Abaixo eis algumas explanações de quem sabe o que faz:
“Como em vários setores da indústria brasileira de produção de grãos a presença da mulher tem aumentado, principalmente no Campo, onde está a base de produção de alimentos.
A mulher do Campo tem as suas vaidades. Tem sua casa, sua família, e tem que todo o dia se reinventar para se manter trabalhando em um setor onde sempre se moderniza.
A presença da mulher no campo mostra que não importa a cor, a raça, a nacionalidade, e o que importa é o amor à terra e à produção de alimentos para um Mundo onde tudo para. Tudo se adia, menos a fome, menos a necessidade de se manter vivo.” (Iara de Jesus Arruda Técnica Agropecuária e Tecnóloga em Agronegócio).
E o Campo não para. E nem pode!
Com ou sem pandemia. Lockdown. Restrições. Estados de emergência, no Campo não vigoram, porque ele obedece à Natureza e “A natureza pensa.” (Clarice Lispector)
É válido, também afirmar que a mulher que tem suas atividades rurais sabe se produzir e se arrumar.
É estudiosa, pesquisadora, porque sabe o que acontece e das evoluções tecnológicas rápidas e presentes a cada instante de um plantio e no renascer das colheitas; sem deixar de cuidar da sua autoestima, sempre brilhando, sem se descuidar um só instante.
E para finalizar um toque literário de Cecília Meireles, uma poetisa sensível e delicada, que nos transfere a um universo próprio: “Campo imenso – com o meu vulto.../ E ao longe cantam os pássaros.”
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Bibliografia:
MEIRELES, Cecília, Obra Poética. Rio de Janeiro. Editora José Aguilar, 1972. Página 100.
Créditos da fotografia pertencem à Iara de Jesus Arruda
 
 
 
 
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