Vivemos num país aonde todos querem viver às custas de todos. Somos uma democracia movida à grupos de pressão organizados, aonde há poucos benefícios e muitas despesas compulsórias para aqueles que suam de sol a sol para bancar a conta de tanto progressismo, de tantos direitos, de tantas bolsas!
Nós, os pagadores líquidos de impostos, somos hoje a minoria mais prejudicada do Brasil e nãotemos quem nos defenda. E nem teremos. Responsabilidade individual? Meritocracia? Respeito a propriedade privada? Isso não dá voto.
Nossa democracia não passa de um caríssimo concurso de popularidade. Quem é mais popular? O chato que quer dividir as despesas de acordo com o que cada um pediu ou aquele que diz que pagará sozinho e mandará a conta para a empresa? É sempre mais divertido gastar o dinheiro dos outros.
Curioso é imaginar que aqueles que defendem este modelo nunca pensam em si mesmos como afortunados que deveriam ajudar a custear a farra. Na mente destes há sempre alguém mais afortunado e estes é que devem bancar estas e outras bondades.
Será que devemos mesmo punir aquele que por persistência, renúncia pessoal, esforço,
genialidade, sorte ou uma combinação destes fatores, conseguiu atender demandas de consumidores e obteve por isso lucros merecidos (e justos)? É assim que queremos ser uma potência? Punindo a livre iniciativa, o mérito, o esforço e a responsabilidade individual? Não existem atalhos, não existe almoço grátis! Caridade forçada? Alguém se lembra de algum país que deu certo assim?
Caridade só é caridade quando é voluntária. Se alguém precisa ser forçado, então é melhor chamar isto pelo nome: extorsão! Além disso, a dignidade humana se consegue com trabalho e não esmola. Uma sociedade de homens livres prospera mediante trocas voluntárias. Um sindicato de ladrões é que prospera por meio da pilhagem e da extorsão!
Exigimos que o governo gaste melhor nosso dinheiro. É isso mesmo? Por que insistir em algo que piora cada vez mais? Vamos mudar de bandeira. Sejamos mais pragmáticos e menos românticos.
Que tal darmos menos responsabilidades para o governo para conseguirmos retirar dele o dinheiro que nos pertence e nos é pilhado todos os dias? Que tal assumirmos de vez a responsabilidade por nossas vidas com todos os ônus e bônus que isto acarretará?
Alexander Machado - Presidente do Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande