Não nego nada ao nêgo, nego não!!
Ao nêgo não nego não
Negra minh?alma,negra é minha mão
Negras são minhas escolhas, negro é o meu chão
No morro escadas esculpidas pelo nêgo são
Minha bunda num balanceio fala ao nêgo
E o nêgo presta atenção
O nêgo tem o olhar profundo, negrume cintila na escuridão
Nêgo saculeja no trem, sofrida descida na estação
Nêgo retorna cansado, sonhos de arribação
Nêgo só quer carinho, ganha pão em atraso do patrão
Nega retribui ao nêgo, há empatias no tesão
Negras noite de amor, negros filhos virão
Negras vidas lindas dos negros, gente de pura animação
Negros sons os embalam, batuques do coração
Nêgo seu suor marca a vida, negros sentimentos vãos
Negros amigos eu tenho, negro é o meu lado bom
Negros lhes dou meu afeto e lhes espero no portão
Minhas palavras são negras
Minha poesia para vocês são!!
Raquel Anderson