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Rev. Vivaldo Melo

Eu já contribui com projetos do diabo...

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Vamos imaginar uma dona de Casa que nas compras de Supermercado leva para casa unidades dos seguintes produtos: Sabão em pó Ariel, Batatas fritas Pringles, fraldas descartáveis Pampers, Shampoo Pantene e diante do resfriado da filha mais nova ainda passa numa Farmácia para comprar o descongestionante Vick. A escolha desses produtos numa só compra é possível, já que os mesmos são conhecidos mundialmente. depois de um dia cansativo de trabalho e das compras feitas, ela ainda tem tempo para conferir as notícias do dia, num site da internet. Entre as notícias, uma chama a atenção: "Igreja de Satanás inicia divulgação". Cristã engajada, envolvida com os projetos e ações de sua Igreja, leva um tremendo susto!

O elemento comum dos produtos acima mencionados é que pertencem ao grupo Protecter & Gamble. Seu proprietário teria aparecido recentemente em um programa de grande audiência nos Estados Unidos e admitido ser membro da Igreja de Satanás. Teria revelado também que grande parte dos lucros da vendas dos produtos de sua empresa se destina a ajuda e manutenção de sua Igreja satânica. Quando o entrevistador Phil Donahue lhe perguntou se não temia que ao admitir na TV a sua associação com Satanás poderia prejudicar os lucros da empresa, o empresário teria observado que "não há cristãos suficientes nos Estados Unidos ou no mundo que possam lhe prejudicar, muito menos causar um mínimo dano".

Se essa informação procede, infelizmente eu já contribuí com projetos do diabo. E, certamente, muitos cristãos. A questão, contudo, fomenta uma discussão antiga sobre a possibilidade de um cristão ser influenciado, quando compra ou consome algum produto de origem "espiritualmente" duvidosa. Muitos ficam paranóicos diante desta possibilidade. E acabam motivando o surgimento de diversas práticas que visam "espantar os maus fluídos" e até a presença de demônios, que poderiam se incorporar em espaços físicos diversos. Daí, por exemplo, o costume de alguns de "ungir" carros, ao adquiri-los (vá que a montadora seja de um grupo comprometido com Lúcifer e suas hostes).

Diante deste quadro, duas questões são fundamentais: se realmente um grupo econômico tem vínculo com "forças estranhas" que militam contra a fé cristã e até contribui para suas ações, pode-se evitar a compra de seus produtos. Por que não? No Caso em menção, existem produtos similares no mercado. Quanto a possibilidade de sermos influenciados por forças malignas ao comprarmos determinados produtos tenho lá minhas dúvidas. As Escrituras me orientam claramente no sentido de que "maior é aquele que está em mim (Jesus) do que aquele que está no mundo (satanás)" . Se eu for a Bahia, por exemplo, preocupado com a possibilidade de comer acarajé ou outro prato que poderia ter sido consagrado às entidades do baixo espiritismo e com isto poderia estar trazendo um problema para minha vida, vai ser complicado. Resta-me fazer o que a Bíblia recomenda como uma grande arma nesta batalha: orar ao Deus Altíssimo. Essa ação me ligará a Ele e o inimigo certamente não terá nenhum tipo de poder sobre minha vida. No caso de uma comida consagrada para alguma divindade o máximo que poderá me ocorrer será algum tipo de indigestão, não pela ação de demônios, mas sim pelos temperos ou pelo exagero em degustá-la.

Pastor da Igreja Presbiteriana de Aquidauana
Pós graduado em Ciências da Religião
vivaldo_ms@hotmail.com

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