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Rev. Vivaldo Melo

Homossexualismo: Proibido falar!

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Poucas pessoas sabem que no ano
de 2003 diplomatas brasileiros
introduziam na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), uma resolução atribuindo o caráter de crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo. A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos. Pois agora a matéria pode se transformar em lei em nosso país. O Plenário da Câmara Federal aprovou recentemente o projeto e o Senado pode fazer o mesmo, se já não o fez nas últimas horas, já que a convocação para essa votação aconteceu com pouquíssima antecedência, prática comum em nossa cultura política quando projetos potencialmente polêmicos são apreciados.

As implicações dessa aprovação para aqueles que primam por um cristianismo bíblico são terríveis. Neste sentido esse artigo pode ser uma das últimas oportunidades que tenho, como pastor, de me posicionar contra a prática homossexual, na mídia, sem enfrentar problemas com a justiça, já que o projeto aludido pretende incriminar qualquer pessoa física ou jurídica que de alguma forma não aceite que o comportamento homossexual ou a orientação sexual seja uma prática ou patrão aceitável em qualquer lugar público ou privado.

Texto corrente nos últimos dias na internet lembra que "para entendermos a questão e suas conseqüências legais e religiosas, podemos citar um simples exemplo argumentativo. Pensemos num cidadão comum que tem seu filho matriculado em uma escola ou creche pública, onde lhe é ensinado sobre a livre escolha sexual, orientação sexual, casamento e adoção para pessoas de mesmo sexo. Além disso, a criança é exposta à tendência atual de se divulgar que o comportamento homossexual é algo que nasce com o ser humano. Nesse ponto, o pai ou mãe cristão, ao saber que tais valores são ensinados obrigatoriamente na grade escolar de seu filho, se posiciona contra esses ensinamentos, por causa dos ensinamentos bíblicos sobre o tema. A direção do colégio, o professor ou Conselho Tutelar poderá denunciar os pais por discriminação de orientação sexual, ficando os mesmos sujeitos a uma pena de até cinco anos de prisão".

Com a aprovação da nova lei, por parlamentares que professam ser cristãos, o homossexualismo deixará de ser visto como um vício ou como uma anomia. Um pastor ou padre que, em uma homilia, condene o homossexualismo, poderá enfrentar problemas com a justiça. Da mesma forma os membros de um Conselho ou Diretoria de Igreja que não aceite admitir o ingresso de um homossexual como membro professo. Finalmente, a pior das ameaças desse projeto de lei é que ele atingirá qualquer pessoa cristã que venha expressão opinião contrária à livre expressão da orientação sexual e os seus valores.

Se essa tendência pode gerar surpresa para alguns é importante frisar que alguns países já possuem leis semelhantes em vigor. Cristãos e Igrejas em algumas regiões inclusive de tradição evangélica, como Estados Unidos e Inglaterra, já estão sofrendo o grave impacto de sua liberdade de expressão e fé, quando em confronto com o homossexualismo. Na Inglaterra, por exemplo, o primeiro ministro Tony Blair afirmou categoricamente que as Igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a adoção de menores por "casais homossexuais".

A despeito da provável aprovação desta lei de modarça, precisamos continuar pregando que o homossexualismo é claramente condenado pelas Escrituras. E podemos citar como argumento central o fato de Deus ter criado "homem" e "mulher" e instituído, nos primórdios da humanidade, o casamento heterossexual (Gn. 1, 27 e 2,24). Além disto, vários textos do Velho Testamento mostram a desaprovação do homossexualismo da parte do criador, com ações duríssimas, entre elas a eliminação do cananitas (Lv. 18, 22-29) e a destruição de Sodoma (Gn. 29,5). Outros textos definem claramente um posicionamento, como Levíticos 18, que trata das "uniões proibidas" (definição da bíblia católica, edição pastoral). No versículo 22 lemos: "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação". O princípio é claro e irrefutável.

No Novo Testamento, já que muitos podem argumentar que na "nova aliança" Deus muda de postura em relação ao seu projeto original, as coisas não mudam. Se o apóstolo Paulo vivesse hoje seria alvo de inúmeras críticas, pois concebia o homossexualismo como "desonroso" (Rm. 1,24), "paixão infame" e "relação contrária à natureza" (Rm. 1,26) e como "fruto de uma disposição mental reprovável" (Rm. 1,28). Há concordância hermenêutica entre todos os evangélico - sejam históricos, pentecostais ou neo-pentecostais - sobre esses textos. Dentro do catolicismo o papa João Paulo II teve a mesma compreensão. Importante lembrar, contudo, que na perspectiva cristã o homossexual, como um ser criado por Deus, deve ser alvo de amor. Ou seja, embora a prática seja condenável, o sujeito da ação deve ser alvo de amor. E é exatamente por amor que externamos o posicionamento contrário à prática em menção, pois cremos que o praticante de qualquer forma de homossexualismo receberá punição (Rm. 1,27) e jamais entrará no Reino dos Céus ( I Co 6, 9-10). O homossexualismo é , portanto, um pecado, ou seja, uma prática que transgride a lei de Deus (I Tm. 1, 9-10). Dizer isto, doravante no pais, contudo, poderá ser proibido. Uma estranha lei, convenhamos, no contexto de um regime democrático. Que Deus tenha misericórdia de nossa nação e nos dê coragem para pregarmos o ponto de vista de Deus sobre o assunto.

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