Rev. Vivaldo Melo
Poucos temam suscitam tanto furor no cristianismo como o inferno. Há quase unanimidade quanto a existência deste lugar no pós morte entre os teólogos cristãos. Mas, como alguns não acreditam na sua existência, costumo observar que Deus seria injusto se o inferno não existisse.
A teologia protestante clássica entende que as ações de Lúcifer, líder de uma rebelião que se deu antes da própria história humana, visam a convergência de seus adeptos para um contexto específico, após a vida terrena. Ou seja, o inferno! Textos bíblicos não faltam para indicar que esse espaço físico realmente existe, em alguma dimensão do cosmos. Muitos desses textos pintam-no de forma dantesca, contrariando a idealização da canção "Hotel Califórnia", do grupo Eagles, onde Lúcifer o define como "um lugar encantador". Já imaginou o leitor ter os seus membros (olhos, braços, etc.) arrancados do corpo, por alguma fatalidade? Ou ser assassinado? Ou, ainda, ser queimado vivo? Se isto resulta em calafrios, afinal ninguém deseja passar por nenhuma dessas experiências dramáticas, é preciso então conferir os textos bíblicos dos evangelhos de Marcos 9, 43-49; Mateus 10,28 e Mateus 25,41. Todos enfatizam que "ir para o inferno" é pior do que passar pelas mesmas.
Assim, embora o título acima pareça de um mau gosto extremo, é pertinente que os homens de bem aceitem a inevitabilidade do inferno como destino final de algumas pessoas. Não é justo determinado tipo de gente, que passa por essa vida imune ao castigo merecido por suas maldades e comportamento, simplesmente viver a realidade do aqui e do agora e depois ter o túmulo como destino final.
A Bíblia indica algumas coisas que precisamos saber, para fugirmos aos horrores do inferno. Primeiro, os olhos do Senhor estão sobre todos os homens. Nada escapa à sua percepção. Segundo, todos comparecerão diante de Deus um dia e darão conta de seus atos e omissões. Terceiro, o Altíssimo não hesitará em punir os que simplesmente ignoram os ideais de bondade, justiça, retidão e amor, estabelecidos por Deus para os relacionamentos inter-pessoais. O sermão escatológico de Jesus Cristo em Mateus 24 é muito claro quanto a isto. O destino desses? O inferno!
A boa notícia neste panorama aterrador é que existe oportunidade para o arrependimento no tempo que se chama "hoje". Basta que o homem deixe de viver impulsionado por seus desejos pessoais e volte-se para o criador, vendo-o como único caminho, fonte de verdade e vida. Enfim, como único Salvador possível das amarras que o prendem aos valores temporais quase sempre contrários à revelação de Deus. Deixar essa decisão para amanhã, como lembra-nos um velho hino, "pode ser muito tarde". Aliás, nisto a canção acima mencionada acabou dando uma grande contribuição para a reflexão sobre o tema. Nela, um indivíduo se vê no inferno. Quando percebe que o lugar é estranho e faz menção de sair, ouve do "homem da noite" (certamente um demônio): "Você pode desocupar o quarto a qualquer hora que deseje, mas você nunca pode ir embora!".
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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