dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:03
Muitos estudiosos da Bíblia interpretam a expressão "últimos dias", que aparece em textos como 2 Timóteo 3, como designativa de um período que ainda está por vir ou que estaria sendo inaugurado em nossos dias. Na verdade nos tempos em que Paulo escreveu esse texto orientativo ao jovem Timóteo, já se vivia o período escatológico dos últimos dias. Há uma prova clara no versículo 5, onde ele exorta seu discípulo a fugir das pessoas que encarnavam o "espírito dos últimos dias". Ou seja, ele alude a pessoas que já viviam, naquela época.
A teologia clássica define o período "dos últimos dias" como o que vai da primeira até a segunda vinda de Cristo. Ou seja, Paulo já vivia esse período. Nós estamos vivendo esses dias. Contudo, podemos dizer com certeza que estamos entrando numa última etapa do chamado período dos últimos dias. E neste sentido é possível afirmar que Jesus está voltando. No livro "ouça o Espírito, ouça o mundo", John Stot, conceituado pastor e pensador inglês define algumas linhas de raciocínio interessantes sobre o assunto.
O primeiro indicativo de que a história caminha para um clímax é que nunca o amor esteve tão direcionado como em nossos dias. Pensemos em três exemplos: o egoísmo, que é a tendência do homem amar a si próprio mais do que qualquer coisa, é uma das marcas distintivas de nossa geração; a avareza, que é o amor ao dinheiro ou coisas materiais, não fica atrás; finalmente, ao falar dos prazeres o apóstolo Paulo está pensando em todos os impulsos da carne, que nunca foram tão estimulados como em nossos dias, fruto da acentuação do hedonismo. O "eu", o dinheiro e os prazeres são objetos inadequados do amor humano. Embora essas manifestações do pecado sempre exerceram influencia sobre o homem, nunca, na história humana, elas foram tão fortes quanto em nossos dias.
Um segundo indicativo de que o fim se aproxima tem relação com o avanço de uma religiosidade vazia. A bíblia fala que os últimos dias serão caracterizados por uma religião que "tem a forma de piedade". A idéia não é tanto de uma religiosidade sem conteúdo. Ela tem conteúdo, tem forma. Na época de Paulo certamente era a religiosidade dos escribas e fariseus. E quem eram eles? Eram modelos prá muita gente, pois jejuavam duas vezes por semana, davam o dízimo de tudo quanto tinham, eram extremamente zelosos na observância de certos ritos e cerimônias. Não obstante tudo isto, é impossível se fazer uma leitura dos evangelhos sem que fique patente a indignação de Jesus com a religiosidade de ambos. Eram "hipócritas inconscientes", como define Martin Lhoyd Jones, porque não notavam sua hipocrisia e imaginavam que tudo ia bem com eles. Essa é a religião vazia, inteiramente externa e formal, sem vínculo com o coração.
O último indicativo de que Jesus está voltando é a constatação de que cada vez mais aumenta o índice de conhecimento entre os homens. Paradoxalmente, no entanto, cada vez menos se conhece a verdade. John Stott argumenta que Paulo ao mencionar esse parâmetro como um indicativo dos últimos dias estaria pensando no "culto a uma mente aberta". Mas, o que seria isto? É a forma de culto que aceita tudo, proveniente de pessoas que não conseguem compreender as verdades fundamentais da Bíblia. Mais importante do que a verdade, hoje, em muitos contextos, é "manter o interesse das pessoas". Um exemplo pertinente desta tendência é o do cantor gospel que foi aconselhado a não cantar nada que mencionasse o pecado ou o sangue de Cristo, ao visitar uma Igreja, porque isto poderia "ofender os visitantes". As pessoas por detrás de orientações como essa lêem a Bíblia? Certamente. Mas, não chegaram ao conhecimento da verdade. Como diz Stott: "são pessoas determinadas a evitar o sofrimento de chegar a certas conclusões definitivas".
Por essas razões fundamentais podemos dizer que estamos vivendo, de fato, a última etapa dos últimos dias. Jesus está voltando! É tempo de se arrepender!
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