dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:03
A Copa da Alemanha acabou. Como o futebol é o esporte mais apreciado no mundo, não faltaram emoções as mais variadas, boas e ruins, conforme o desempenho das equipes.
É-nos possível estabelecer alguns paralelos entre as principais lições do evento e os ensinos das Escrituras. Eis alguns:
1. Vitórias do passado não garantem êxito no presente - A seleção brasileira, depois das conquistas da Copa da Coréia-Japão, Copa América e Copa das Confederações era a franca favorita. Mas, nunca na história vitórias passadas garantiram êxitos posteriores permanentes. A Bíblia ensina-nos que cada desafio da vida precisa ser encarado com seriedade e determinação no seu próprio tempo.
2. 'Nem sempre o melhor vence' - Essa frase foi citada , equivocadamente, pelo capitão Cafú no pós queda da seleção verde-amarela. A seleção brasileira em nenhum momento foi a melhor. E nem a própria Itália. Essa talvez tenha errado menos. A melhor teria sido a Argentina? Talvez... O certo é que nem sempre o melhor vence. O exército filisteu , por exemplo, em muitos confrontos com Israel era o melhor. E nem por isto foi vencedor nas batalhas. A vitória na caminhada cristã está relacionada à dependencia de Deus. No campo esportivo talvez o elemento determinante para o sucesso seja a dependencia a um bom esquema de jogo, coisa que a seleção brasileira também não teve, até por conta da "independencia" dos valores individuais.
3.Não se deve substimar qualquer adversário - Tanto Itália como França não estavam entre as seleções favoritas antes de começar a copa do Mundo. A primeira começou a Copa sentindo o reflexo das inúmeras acusações de corrupção feitas pela justiça a clubes, dirigentes e jogadores. A outra, tinha jogadores "velhos demais". Na história como não lembrar dos desdenhos de Golias em relação a Davi?
4. Pode-se perder um jogo, mas... - Com certeza a possibilidade da seleção brasileira perder o jogo para a França foi considerada por alguns analistas. Mas, o problema foi a maneira como a derrota se deu. A equipe, que em nenhum momento brilhou, apresentou-se tão apática a ponto de suscitar interrogações diversas. Não faltou até uma informação, difundida na internet, de que o jogo teria sido vendido por milhões de euros. A Argentina, também eliminada nas semi-finais, ao demonstrar garra e disposição, deixou exemplo de 'como' participar. Não venceu, mas realmente deu tudo de sí. Isto nos faz lembrar que na vida espiritual também podemos "perder o jogo". O perigo maior é o pecado. Requer-se do cristão, contudo, que lute contra o mesmo, não o aceitando com naturalidade. Horas depois da derrota que tirou o Brasil da Copa alguns jogadores foram mostrados em discotecas, curtindo a vida, como se nada tivesse acontecido.
Agora é olhar para o futuro. E assim como em nossa vida espíritual precisamos de contínuas reformas, espera-se que o mesmo aconteça com a seleção brasileira. Mas, será que a cúpula diretiva do nosso futebol terá coragem para ousar? Bem, isto é outra conversa....
*Pastor da Igreja Presbiteriana de Aquidauana
vivaldo_ms@hotmail.com
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