dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
Poucas coisas geram tanto medo e rejeição entre os homens como a morte. Ninguém gosta de pensar no assunto. Mas, é muito mais saudável enfrentá-lo do que viver com constantes fobias, principalmente quando vemos, à nossa volta, tanta gente morrendo. E concluímos, com isto, que a existência humana é extremamente frágil. A morte não manda recado, como lembra-nos o título de uma antiga película. Ela é a experiência mais democrática do mundo, pois nivela todos. Qualquer um pode morrer. A qualquer momento.
O temor à morte deve-se ao fato que somos limitados e temos os nossos sentimentos naturais, que sempre nos colocam em atitude de alarme quando pessoas que conhecemos morrem. Ou quando tragédias maiores, como mais uma da história de nossa aviação, ceifam a vida de tantas pessoas, algumas das quais jovens e com todo um futuro pela frente.
A Bíblia, sendo um livro realista não ignora a dificuldade que temos em lidar com a morte. Mesmo os homens mais maduros espiritualmente sofreram com as perdas de seus tempos. O próprio Deus encarnado, Jesus, chorou diante do túmulo de Lázaro. Contudo, nunca ela alude ao medo da morte como um sentimento que deva fazer parte da vida dos filhos de Deus.
Os cristãos devem ter luz suficiente que supere por ampla margem o medo da morte, lembra-nos João Calvino, que indaga: "se considerarmos que nossos corpos instáveis, depravados, corruptíveis, descartáveis, frágeis e corruptos serão desfeitos, para que possam ser logo restaurados e transformados em corpos perfeitos, eternos, incorruptíveis e cheios de glória celescial, não deveria então nossa fé induzir-nos a desejar ardentemente aquilo que nossa mente tanto teme? "
João Calvino ainda nos lembra que, na perspectiva bíblica "somos chamados, por meio da morte, de volta do exílio ao nosso verdadeiro lugar". Isto nos remete ao que afirmou Salomão a respeito dos filhos de Deus, quando morrem. Esses "retornam à Casa do Pai". Daí, a importância dos cristãos terem os corações consolados, na realidade do aqui e do agora, quanto a inevitabilidade da morte. E fazerem desta convicção um dos grandes elementos da proclamação das boas novas, já que o medo da morte é uma das maiores fobias humanas. Muitos viveriam bem melhor a realidade do aqui e do agora se tivessem esse conhecimento.
O autor é Pastor da Igreja Presbiteriana de Aquidauana
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