dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:03
Nenhum cristão convicto duvida que estejamos vivendo os "últimos dias" da história, até porque, biblicamente, esse referencial diz respeito a era inaugurada pela primeira vinda de Cristo. Mas é provável que estejamos perto do clímax , caracterizado pela segunda vinda do Messias. Os sinais indicados nos textos escatológicos se cumprem cada vez mais. A corrupção da mente humana, por exemplo, citada pelo apóstolo Paulo como um dos indicativos desse tempo (2 Tm 3,8), tem alcançado dimensões preocupantes em nossos dias, em todas as esferas. Cada vez mais determinadas práticas condenadas com veemência pelas Escrituras são toleradas e estimuladas pela sociedade, respaldadas por grande parte dos órgãos formadores de opinião. Um caso evidente é o da prostituição. Algumas novelas da televisão brasileira, especialmente da Rede Globo, de forma ficcional trazem quase sempre uma visão romântica da atividade. Na vida real algumas defensoras e ex-praticantes como Bruna Surfistinha, ganham status de estrelas. Outras, aproveitam o momento para auferirem lucros consideráveis como a ex-garota de programa Vanessa de Oliveira, que acaba de lançar um livro onde conta detalhes picantes de seus encontros com ex-clientes. Sem nenhum constrangimento e sob admiração de muitos ela tem comparecido em programas televisivos para contar detalhes dos "cinco mil programas" que fez em cinco anos de "profissão", relatados no "Diário de Marise".
Por causa deste contexto o projeto de lei 4.244/2004, que tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, poderá ser aprovado. Por ele se pretende transformar a prostituição em profissão lícita em nosso país. O que mais uma vez impressiona é que a matéria tem o aval de uma maioria nominalmente cristã, certamente ignorante em relação ao conteúdo bíblico sobre o assunto. A Bíblia contém princípios éticos e morais que, além de nortearem a atuação das instituições republicanas e democráticas, emergentes da representação legítima de uma nação cristã, devem ser observados, respeitados e praticados por todos os cidadãos e cidadãs que crêem no Deus de Abraão, Isaque e Jacó e que confessa Jesus Cristo como seu Salvador. O livro de Deuteronômio trata a prostituição como "abominação" (cap. 23, v. 18), sendo inconcebível aos homens e mulheres tementes a Deus considerá-la de outra forma. O uso do corpo humano como produto ou instrumento para comercialização, mesmo por necessidade de subsistência material, ofende ao Criador e degrada e vilipendia a Criação. E desde que a prostituição consiste numa relação sexual entre pessoas na qual o vínculo determinante não é o afeto ou o desejo recíproco, mas sim o ato de proporcionar prazer sexual em troca de dinheiro ou outro tipo qualquer de benefício, nenhum cristão verdadeiro deve apoiá-la.
É necessário, pois, que repudiemos a apresentação e tramitação deste projeto de lei na Câmara federal. Ele contraria aos princípios morais contidos nas Escrituras e aos direitos fundamentais da pessoa humana de viver com dignidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, através do seu Supremo Concílio já encaminhou expediente ao presidente da Câmara, solicitando que dele se de conhecimento ao plenário. No referido documento conclama os deputados federais a rejeitarem o referido projeto de lei, por entendê-lo imoral e inconstitucional. Que outras Igrejas e grupos organizados orientados pela fé cristã sigam o exemplo.
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