Valdemir Gomes
Ruas da minha casa...
Chove... Descem para o rio!
Crateras... Deixam um vazio!
Desaparecem... “Criam asas!”
Com a enxurrada... “Vazam!”
Fica impossível... Retorno!
Por mais que faça contorno...
Elas... “Ninguém me segura!”
Vira cemitério... “Sepulturas!”
Dinheiro impostos, não... “Estorno!”
Incomoda enche... “Sacola!”
Mesma... “Ladainha, enredo!”
A culpa é... “São Pedro!”
De vez em quando... Patrola!
Simples, maquiagem... Enrola!
Até a próxima... “Chuva!”
Água não faz... “Curva!”
Isso enche saco... “Bola!”
Uma situação... Deprimente!
Nosso rio... “Assoreado!”
De ruas... “Abarrotado!”
Tragédia... Clara, eminente!
Qualquer garoa... “Enchente!”
Aos munícipes... “Dissabores!”
Os órgãos fiscalizadores...
Simplesmente, vista... “Grossa!”
Aedes... Proliferação, poça!
Quanta inversão de... “Valores!”
Os poderes... Constituídos!
Permanecem... Calados!
“Fico triste, encabulado...”
Ao ver tudo... Destruído!
O... Aquidauana entupido!
Deprimente... Realidade!
Excesso de promiscuidade...
O povo paga... “Preço!”
Do fim este... “Começo!”
Afinal, qual a cidade?
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 08/05/2019
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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