Valdemir Gomes
Vestígios nostálgicos da infância.
Armadores enferrujados... Rede!
Um quadro... Amarelado na parede!
O sabiá cantando com elegância...
Papai mamãe... Tolerância!
O mesmo céu... Colorido!
Frondoso Ypê... Florido!
A vereda como estrada.
Sem manutenção... Esburacada!
Saudade dos tempos... Idos!
O grande pé de mangueira.
Continua sendo... Ninhal!
Autêntico... Testemunhal!
Ao redor nobres... Madeiras!
Frondosas árvores... Aroeira!
Na mais perfeita harmonia.
Depois da alvorada... Calmaria!
Cada um segue destino.
Lembro o ingênuo... Menino!
Feliz... Saltitando de alegria!
Na retina de minh’alma...
Vejo na tela da mente.
João de Barro... Sorridente!
Com sutileza... Calma!
Pela obra... Minhas palmas!
Diante de tanta... Maestria!
Sem régua... Simetria!
Chamava minha atenção!
Tamanha era... Perfeição!
Em sua... Telemetria!
Este meu torrão... “Amado!”
Imponente Colônia... “Pulador!”
Coração... Tabulador!
Bate meio... Descompassado!
Parece até mudar de... Lado!
Os olhos escorrem... Tranco!
Meu pai cabelos... Brancos!
Manuseia velha... Enxada!
A mamãe fica... “Avexada!”
Saudade... Peito solavanco!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 20/05/2019
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