Valdemir Gomes
Os batedores de panelas.
Dos edifícios e das ruas.
Bradavam contra... “As falcatruas!”
Colocaram a viola na lapela.
Silenciaram as gazelas.
Agora... Pede arrego!
Evapora seus empregos.
Os direitos trabalhistas.
Na tela sentiam-se... “Artistas!”
Ganharam presente... “De grego!”
O governo golpista.
Dilapida o patrimônio.
Com discurso... Enfadonho!
Impõe política machista.
Esconde... Despista!
Culpa... “Déficit da previdência!”
Com descarada... Indecência!
Sucateia o patrimônio do País!
Em horário nobre, diz:
“Vai melhorar... Paciência!”
A autoestima do povo...
Esvaiu-se, foi pro ralo.
De repente, num estalo...
Mistura do pobre... Ovo!
Somos tratados... “Zé povo!”
Está precária a situação.
Sucatearam... Saúde, educação!
As ruas sobram pedintes...
Ao trabalhador... Acinte!
Tamanha a humilhação.
Temos que chutar... “O Balde!”
Chega de tanto... Cinismo!
A caminho do abismo...
Só negociata... Fralde!
O trabalhador povoa o arrabalde.
Bois indo... “Para o matadouro!”
Governo tirando... Couro!
Aos políticos... Benesses!
População fica com... Adviesse!
Volta ao... Apartadouro!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 25/08/2017
Operação Sentinela
Investigação rastreou a produção do material a partir de arquivos publicados na internet; vítima foi localizada no imóvel durante cumprimento de mandado
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