Valdemir Gomes
Matuto simples, do interior...
Visto como... “Boi de piranha!”
Dos políticos... Apanha!
Recebe tratamento... Inferior!
Fica sempre a posterior...
Nunca atendem a demanda.
Preferem prestigiar... Banda!
Visto como um intruso.
Acho desrespeito, abuso...
Simples resto de... Quitanda!
No período eleitoral...
Vem... “Tapinhas nas costas!”
Aquelas falsas... “Propostas!”
Fecham o cerco... Curral!
Apresenta projeto... Surreal!
Vão chegando... Devagar!
O ego do pobre... Afagar!
Levam até um... Agrado!
Ingênuos, sem maldades, coitados...
Até o voto... Sufragar!
Inova discurso... Repertório!
Diz ser honesto... Probo!
Mas... Não, cordeiro, lobo!
Hipnotiza todo... Auditório!
Presente até em... Velório!
Conquista a... Confiança!
Coitado... Entra na dança!
Coração saltita... Dispara!
Propaga... “Esse é o cara!”
Bandido... Objetivo alcança!
Um dia após... “Pleito!”
Algazarra... “Bebedeira!”
Diz: acabou a brincadeira!
Consegui ser... “Reeleito!”
Pergunta: “quem esse sujeito?”
Muda repertório... “Semblante!”
Segurança expulsa... “Meliante!”
Irreconhecível... Postura!
Hiberna... “Volta clausura!”
Matuto... “Porco cevante!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 22/10/2019
Operação Sentinela
Investigação rastreou a produção do material a partir de arquivos publicados na internet; vítima foi localizada no imóvel durante cumprimento de mandado
GALERIA DE FOTOS
Voltar ao topo