Valdemir Gomes
Tarde ensolarada de domingo...
Lá fora... Sol escaldante!
Meio arriado semblante...
Suor caindo aos pingos.
Na quermesse o grito... “Bingo!”
Muitos bebendo... Refrigerante!
A cada minuto... Instante!
O vendedor de sorvete...
Esboçando o... Lembrete!
Escolha é... “Refrescante!”
Novembro escorrendo... Calendário!
O lavrador... Preocupado!
Com o terreno... Preparado!
Dispensa seu... Operário!
Na igreja, o Vigário...
Continua sua... Oração!
Esperança pré-condição...
Anima o cabisbaixo, camponês.
Antes do final do mês...
A chuva cai no... Sertão!
Num repente surge... Nuvens!
Lavrador solta... Sorriso!
Tudo que quero... “Preciso!”
Relembra suas origens...
Em oração, pede às... “Virgens!”
Chuva ao sagrado... Chão!
Come na cantina... Lanchão!
Degusta com... Cerveja!
Sobre a mesa... “Bandeja!”
Remata prenda... Bonachão!
A comunidade em festa...
Unidos a serviço... Igreja!
Galinha enjaulada... Cacareja!
Do leilão, única que resta...
Jovens, vaquinha... Empresta!
Oferta, último lance.
Espera que ninguém... Avance!
Cubra sua... Oferta!
Mãos unidas... Apertam!
Quem dá mais, grita... “Freelance!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 24/11/2019
Operação Sentinela
Investigação rastreou a produção do material a partir de arquivos publicados na internet; vítima foi localizada no imóvel durante cumprimento de mandado
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