Valdemir Gomes
A...
Escorrendo pela biqueira...
Suavemente, murmurava... Nome!
Saudade, minutos... Consomem!
Calendário desliza... Esteira!
Sorriso, menina... Faceira!
Provocam, ecos... Alaridos!
Despertam todos, sentidos...
Acende, chama... D’alma!
O momento exige... Calma!
Surgem sonhos... Pervertidos!
Decretado... “Toque de recolher!”
Vinte horas... “Fecha tudo!”
Comércio calado... “Mudo!”
Nenhuma opção... “Escolher!”
Direito de ir e... “Tolher!”
Solução, ficar em casa...
Duras, regras, cortam... “Asas!”
Afinal, não outra... Saída!
Adrenalina a mil... “Contida!”
Coração em chamas... “Brasa!”
Final de semana prolongado...
As ruas vazias... “Desertas!”
Cidade sonolenta, não desperta...
Decidem, emendar... Feriados!
Todos recolhidos... “Enclausurados!”
Últimas vinte e quatro... “Horas!”
Mortes... Gestor insano, ignora!
Questiona, o insensível... “Veredito!”
Eta, Corona Vírus... “Maldito!”
Persiste... Não vai embora!
Esquece, desfaz... “Bagagem!
Permanece fechada... “Rodoviária!”
Planos, foram pra... “Braquiária!”
Peça reembolso... “Passagem!”
Infelizmente, muita... “Manolagem!”
Nem adianta fazer... “Bico!”
Todos iguais... “Pobres, ricos!”
A preocupação... “Grande!”
O problema, expande...
Ainda não chegou... “Pico!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 16/06/2020.
Operação Sentinela
Investigação rastreou a produção do material a partir de arquivos publicados na internet; vítima foi localizada no imóvel durante cumprimento de mandado
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