Valdemir Gomes
Na...
Retina da vida, saudade...
Dos bons tempos... Criança!
As brincadeiras... Lambanças!
Porém, não havia maldade...
Uma dose de... Curiosidade!
Fazia algumas... “Traquinagens!”
No popular... “Manolagem!”
Sem inveja... Ambição!
Para chamar a atenção...
Nadava até outra... “Margem!”
Pulava na perigosa... Cacheira!
Formada pela sangra... “Açude!”
De maneira precária... “Rude!”
Descia escarpada... “Corredeira!”
Chegava a levantar poeira...
Estrada, taipa... “Caminho!”
Às margens, gogóia... “Espinhos!”
Algazarra, gritos... “Estridentes!”
Capim, grama, sementes...
Assustados, voavam... “Canarinhos!”
A querida colônia... “Pulador!”
Morada de ilustres nordestinos...
Meus bons tempos... “Menino!”
Lugar de um povo trabalhador...
Produz melhor, farinha... “Sabor!”
De gente, solícita... “Feliz!”
Por tradição, ainda... “Diz:”
“Meu minino, cresceu... Oxente!”
“Estudou, virou, inteligente...”
“Mais... Não esqueceu a raiz!”
Quando visito a... “Terrinha!”
Beijo, abraço meus... “Velhos!”
Naquele casal... “Espelho!”
Almoço, caipira... “Galinha!”
Espaçosa, asseada... “Cozinha!”
Na sala, enorme... “Mesa!”
Meu pai, simplicidade... “Sutileza!”
Mistura as pedras... “Dominó!”
Nada de cerimônia... “Trololó!”
“Diz: joga sério, sem safadeza!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 18/06/2020
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
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