Valdemir Gomes
Os...
Dias passam... Correndo!
Num repente final de semana...
Mas... A saudade tirana!
Os olhos da alma... Ardendo!
Rosto... Lágrimas escorrendo!
Assim, segue a lida...
Crateras abertas... Feridas!
Acabou velho... Repertório!
Sem plateia, auditório...
Eta, paixão... Recolhida!
Começa a estiagem...
Terra seca, vento... Poeira!
Os cristais na cristaleira...
Veste nova... Roupagem!
Carro sujo na garagem...
Um... Pigarro na garganta!
Passarinho pouco, canta...
Muito escasso... alimento!
Diante do insólito, momento...
Reclamar, não... Adianta!
O pantanal em chamas...
Animais, perdidos... Fumaça!
Espécie humana... Oh, raça!
Depois, triste, sente... Drama!
Rios assoreados, esparramam...
A planície vira... Deserto!
Destrói tudo que há... perto!
As matas, serpentes... Carvão!
Animais fogem em procissão...
Chora não, garoto... “Esperto!”
Como tudo... Passageiro!
Logo muda estação...
Cai a chuva no... “Torrão!”
A vida, grande... “Tabuleiro!
Galo canta, no terreiro...
Assim, aparam... Arestas!
O verde... Pouca floresta!
Jardim persistente... Florido!
De vegetação, morro vestido...
Quem ajuda, adeus... “Empresta!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 15/07/2020.
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