Valdemir Gomes
A...
Estiagem... prolongada!
Terra esturricada... Poeira!
Árvores sem... Madeira!
Mortas, secas às margens estrada.
Plantas desertas... Empoeiradas!
Sol quente solo... Racha!
Umidade, mínima... Baixa!
Mas... Isso, logo passa!
Bitucas... Fogo Fumaça!
Dessa forma, peças... Encaixam!
Os açudes... Secando!
Peixes morrem... Corixos!
Pantanal, procissão... Bichos!
Pastos, cinzas... Queimando!
Fazendeiros, desesperados, tentando...
Controlar, fogo... Chamas!
Desolados, sentem... Drama!
Esta a triste... Realidade!
Decreto: estado de calamidade!
Corona Vírus... Esparrama!
Pulmonares, problemas... Respiratórios!
Acometem, idosos e crianças...
Ceifando a história... Esperança!
Este é o insólito... Repertório!
Gestor busca, palanque... Auditório!
Caminhando deveras... Contramão!
Para livrar-se... Punição!
Bastidores, reuniões... Intermináveis!
Situações caóticas, desagradáveis...
Oferece, cargo... “Centrão!”
O desemprego... Aumenta!
Balela, continua... Promessa!
Algumas, samba... “Atravessa!”
Até quando, povo... “Aguenta!”
Cardápio... “Fumo, pimenta!”
Nem adianta, erguer... “Voz!”
Cada dia, novo... “Algoz!”
Assim, país desce... “Ladeira!”
Estamos na mesma, frigideira...
Por favor, fala... “Queiroz!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 21/07/2020
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