Valdemir Gomes
Acordar...
Ouvindo, som manhoso, cachoeira...
Realmente, despertando, sexto... Sentido!
Uma mensagem capciosa... Ouvidos!
Tão místico, cristal... Cristaleira!
Peixes saracoteando... Corredeira!
Exibindo, pitoresco... Bailado!
Sutilmente, transmitindo... Recado!
Autorizando, contemplação... Respeito!
Dos humanos, mudança, conceitos...
Mantendo, recinto... “Inalterado!”
Águas serpenteando as pedras...
Num sensual, delicado... Trejeito!
Com audácia, cautela... Respeito!
Do percurso, pé não... Arreda!
Murmurando, implorando, não depreda...
Sou mais que beleza... “Vida!”
Matas virgem, às margens... Mantidas!
Em contrapartida aos olhos... Beleza!
Portanto, não cometa, avareza...
Ofertando mais que esperança... “Saída!”
Compromisso com as espécies...
Mantendo equilíbrio... Harmonia!
Transformando, edificando, nossos dias...
Sabemos, amor de Cristo... Resplandece!
Em contrapartida, entorno... “Arrefece!”
Oferecendo, umidade, clima... Agradável!
Tudo em perfeita ordem... Saudável!
Nas matas, ninhais, aves... Seresta!
Imponente sabiá, regendo orquestra...
Amor, sentimento, divino... “Imutável!”
Diria, uma beleza... Indescritível!
Amanhecer, encalço serra... Bodoquena!
Maldade, evapora... “Apequena!”
Ambiente, preservado, outro... Nível!
Acreditar, necessário... Possível!
Diante do cenário, obra... Arte!
Lixo, no lugar adequado... Descarte!
Aos sentidos, encanto... Alegria!
Palavra de ordem, respeito, magia...
Façamos dessa nostalgia... “Parte!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 28/04/2021
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