Valdemir Gomes
Num...
Repente, começa fevereiro...
COVID, nova variante... Matando!
Porém, gestor, segue... Ignorando!
O povo esperto, arredio... Matreiro!
Abrindo os olhos, mudando... Roteiro!
Já não hipnotiza, gesto... Arminha!
Até para farofa, acabou... Farinha!
O salário para enxergar... Lupa!
Mamadeira, de piroca, sugere, chupa...
Governante, mesmo cocoricó... “Galinha!”
Temos que exigir, postura... Atitude!
Basta de faz de conta... Enganação!
Contribuinte, não gado... Ração!
Na realidade, está doente... Saúde!
Ministro, inoperante, água... “Açude!”
Não resolve, mudar as... Peças!
Cansamos de felação... “Promessas!”
Acabaram, esperança... Encanto!
Está faltando velas, sobrando, santos...
Exigimos, resolutividade, solução... “Pressa!”
O ano, deslizando, escorrendo...
Insensível, só barulho... “Pororoca!”
Crise a cada dia, cidadão... Sufoca!
Panela vazia, nada... Comendo!
Pouco que tinha, infelizmente... Perdendo!
Verdade irrefutável, nua... “Crua!”
Despejado da casa, jogado... “Rua!”
Fila do osso, a cada dia... “Aumenta!”
Exageraram no condimento, pimenta...
Desalentado, pió, pió, cantiga... “Perua!”
Ufa! Este ano teremos, eleições...
Eleitor, atento, observando... Conchavos!
A cada dia, surgindo novos... “Agravos!”
Enquanto isso, prole, mordomias... “Mansões!”
Algumas pastas, mudanças... Intervenções!
Mas, estamos de olho... Atentos!
Avaliando, observando, acomodações... Movimentos!
Precavidos, não somos mais... “Otários!”
Basta de circular, anti-horário...
Nove dedos, juntaremos... “Fragmentos!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 01/02/2022
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