Valdemir Gomes
Nas...
Curvas íngremes dos sonhos...
Imaginando um País... Diferente!
Acreditando, disseminando...Semente!
Novos caminhos, claro... Proponho!
Mas, com cajado, temos... “Bisonho!”
Então, descarrilamos, saímos... Trilhos!
Nos lares, fata leite para... Filhos!
Assim, todos os projetos... Perdidos!
Das promessas, nada cumprido...
Sua prole, na tropa... “Potrilho!”
Assistimos, a farra do boi...
Quanto excesso, cartão... “Corporativo!”
Sem controle, limites, nada... “Crivo!”
Diria o humilde caipira: “E apois!”
Evaporou do cardápio, dupla: “Feijão arroz!”
Com fome, toda esperança... “Perdida!”
Sem opção, buscando... Saída!”
De dívidas, atolado, até... “Pescoço!”
Resta-lhe, famigerada, fila do osso...
Com cães errantes, disputando... “Comida!”
Apesar de todas as dificuldades...
Povo ordeiro, continua... Acreditando!
Ano novo, outubro, logo... “Chegando!”
Marcaremos o fim das... “Atrocidades!”
Por conseguinte, uma nova, sociedade...
Está ali, próxima esquina, logo à... Frente!
A esperança, semearemos... “Urgente!”
Dessas aves de rapina, podaremos... “Asas!”
O presídio Federal, nova casa...
Colherá os frutos do que plantou... “Somente!”
Começando a dança das cadeiras...
Surgindo acomodações, acordos... Mirabolantes!
Movimentações, troca, troca... “Constantes!”
Afinal, “Desgraça pouca... Besteira!”
Começando distribuição, piroca... “Mamadeira!”
O velho dito: “Bate, sopra, depois... Abana!”
Gestor, confortavelmente... “Poltrona!”
Ao trabalhador, marquises, nova... “Casa!”
Desalentado, seu futuro, arrasa...
Nas abas da miséria, pegando... “Carona!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 20/02/2022
LUTO
Ele estava internado na capital e morreu nesta terça-feira; cerimônia de despedida acontece na capela do Cemitério Memorial Park
INFRAESTRUTURA
Trecho próximo à passagem de nível apresentava afundamento após as chuvas; equipes do município e da Sanesul atuaram no reparo
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