Valdemir Gomes
Uma...
Manhã, gloriosa, diferente...
A natureza, ouriçada em... Festa!
Maestro Sabiá, comandando... Orquestra!
Os demais com sorriso... Estridente!
João de Barro, seu cantar, potente...
Contemplando a bela obra... Concluída!
Acariciando a parceira... Envaidecida!
Num repente surge, atrevido... “Pardal!”
Deselegante, avassalador, boçal...
A paz do casal, ficando... “Comprometida!”
Mas, no final, tudo se acerta...
O intruso, desistindo da... “Investida!”
Assim, entendimento, novas... “Vidas!”
Todo transtorno, enfim... “Conserta!”
De forma sorrateira, esperta...
A natureza, retoma... “Normalidade!”
Entre o casal, muito amor... “Cumplicidade!”
Demarcando território... “Espaço!”
Troca de olhares, carícias, abraços...
A harmonia, tem nome... “Felicidade!”
Infelizmente, a ambição humana...
Caminhando passos largos... Abismo!
O famigerado, destoante, capitalismo...
Famoso chavão: “Bate, sopra, abana...”
De maneira extravagante... “Insana!”
Destruindo tudo por... “Perto!”
Transformando num grande deserto...
Os animais, pedindo... “Socorro!”
As pedras, escorrendo dos morros...
Acorda humano, pseudo... “Esperto!”
As florestas, matas, dizimadas...
Os animais realmente... “Perigo!”
Destruíram seu habitat... “Abrigo!”
Sem opção perdidos percorrem... “Estradas!”
Às vezes pelos exploradores... Domesticadas!
Realmente, perdendo, instinto... “Selvagem!”
Para algumas espécies, tortura... Sacanagem!
Atropelados, viram números... Estatística!
Diria, atitude, revoltante, casuística...
Para muitos arriscada... “Viagem!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 06/03/2022
LUTO
Ele estava internado na capital e morreu nesta terça-feira; cerimônia de despedida acontece na capela do Cemitério Memorial Park
INFRAESTRUTURA
Trecho próximo à passagem de nível apresentava afundamento após as chuvas; equipes do município e da Sanesul atuaram no reparo
Voltar ao topo