Valdemir Gomes
A...
Gente não conhece, ninguém...
Mesmo após anos... Convivência!
Quando falta respeito, paciência...
Na realidade, descarrila... Trem!
Sonhos, evaporam, viram... “Xerém!”
Até a vida, perde, rumo... Sentido!
Acabam os projetos, a dois... Construídos!
Por conta de interferência... “Terceiros!”
Realmente, perdemos o lume, roteiro...
Aí damos conta do tempo... “Perdido!”
Porém, recomeçar é preciso...
Vida, ilusão, mercado... “Persa!”
Quando hiato, suprime, conversa...
Dentro da gente, ficamos... “Indecisos!”
Dos lábios, desaparecem... “Sorrisos!”
Fim do espetáculo, abaixa... “Cortinas!”
Como vela, ao queimar... “Parafina!”
Encaramos a triste, realidade... “Dura!”
Eclipse lunar, deixa céu às escuras...
Quanto ao planejado, simples... “Ruínas!”
Quando entramos com tudo...
Depositamos toda nossa... Confiança!
À medida que o tempo, avança...
Num momento, silêncio, sepulcral... “Mudo!”
Como água, entramos pelo cano, canudo...
Começa o famoso, puxa... “Estica!”
Surgindo os intrusos... Complicam!
Assim, a normalidade... “Evapora!”
Tumultuar, tem gente que adora...
Dessa forma, ambiente, insalubre... “Fica!”
Segundo os mais experientes, antigos...
“Onde há fumaça, certeza, há... Fogo!”
Na verdade relacionamento... “Jogo!”
Nem sempre toda casa... “Abrigo!”
Muitos traidores, disfarçados... “Amigos!”
Mas, é de tamanduá, seu... “Abraço!”
Invade, contamina, todo... “Espaço!”
Lavando-nos a um beco... “Saída!”
De maneira sorrateira, fingida...
Em suas mãos, somos laranja... “Bagaço!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 22/03/2022
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
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