Valdemir Gomes
VELHO PEÃO
Velho peão abrindo o seu baú
Relembrando com saudade dos tempos que longe vai.
Ouve o som do berrante tocando dentro do peito,
Atravessando o leito dos rios do pantanal.
Relembra a travessia daquele rio caudaloso,
Chega a ouvir o som manhoso dos biguás nos corixais.
Velho peão percorrendo seu passado,
Chega a tanger o gado que invade seu coração.
Levanta o seu olhar e olha para a janela
E vê passando na tela o maldito caminhão.
Carregado de bois que fugiram da boiada
Que percorria a estrada caminhos do coração.
Aquele carro com bois representa o progresso,
Eu também já fiz sucesso, hoje estou sem profissão.
Também sou boi, indo para o matadouro,
Levo um pequeno tesouro, meus pertences de peão.
Dentro da alma levo meus companheiros.
Meu cavalo polaqueiro que dava à tropa direção.
Fecho o baú deixo fora a emoção,
E as águas do pantanal, invadem meu coração.
Poema: Valdemir Gomes dos Santos
19/07/98
LUTO
Ele estava internado na capital e morreu nesta terça-feira; cerimônia de despedida acontece na capela do Cemitério Memorial Park
INFRAESTRUTURA
Trecho próximo à passagem de nível apresentava afundamento após as chuvas; equipes do município e da Sanesul atuaram no reparo
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