Valdemir Gomes
Até...
Parece que foi ontem...
O povo era, realmente... Feliz!
Hoje, sem rumo, perdido, perdiz...
Assistindo de forma passiva... “Desmonte!”
Basta de construir muros, queremos... “Pontes!”
As famílias, sem opção, tristes... “Desalentadas!”
Caminhando, passos largos, rumo... “Nada!”
Por inanição do gestor... “Morrendo!”
Membros num repente, separados, sofrendo...
Então muda o rumo da prosa... “Camarada!”
Exigimos antes de tudo, respeito...
Aos problemas, saída... “Resolutividade!”
Chega de falsas promessas... “Vulgaridades!”
Imprescindível, mudança de... “Conceitos!”
Cumprimento às regras... “Antigo, aceito!”
Nos semáforos, multidão... “Pedintes!”
Uma afronta às regas, vergonha... “Acinte!”
Faltando, lógico, bom senso... “Serenidade!”
Inversão acintosa de prioridades...
Nem sempre, dez e dez... “Vinte!”
Na retina do tempo... “Esperança!”
O calendário, deveras... “Correndo!”
Nos bastidores, políticos... “Mexendo!”
Os partidos, cadeiras... “Dançam!”
Assistimos muita manolagem... “Lambança!”
Mas, estamos atentos, ligados, de... “Olho!”
Meu futuro, através do voto... “Escolho!”
Quanto ao resto, tudo, enganação... “Balela!”
Não basta fazer pose na tela...
Vamos romper as trancas... “Ferrolhos!”
Ufa! No calendário, fim abril...
Na política, muito cocoricó... “Galinha!”
Essa crise, não simples... “Marolinha!”
No conto... “Patriotismo, o eleitor, caiu!”
O Barco, naufragou: “Puta que pariu!”
Finalmente, o cidadão... “Acorda!”
Tudo em excesso, enche... “Transborda!”
Palavra em voga, na equipe, não... “Tem!”
Viramos desses bravateiros, marionetes, reféns...
Fake news, vexame, mentiras... “Calhordas!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 30/04/2022
LUTO
Ele estava internado na capital e morreu nesta terça-feira; cerimônia de despedida acontece na capela do Cemitério Memorial Park
INFRAESTRUTURA
Trecho próximo à passagem de nível apresentava afundamento após as chuvas; equipes do município e da Sanesul atuaram no reparo
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