Valdemir Gomes
O...
Povo triste, perdido, sem rumo...
Buscando novos caminhos... Saídas!
Pelas ruas, mendigando... Comida!
Realmente, a vida saiu... “Prumo!”
Na dispensa, evaporou... “Insumos!”
Não temos a quem pedir... “Socorro!”
Tratamento, desumano... “Cachorro!”
Felizmente, tem um povo... Solidário!
Com os mais necessitados, dividem, salário...
Governo ao invés de ajuda... “Esporro!”
Como sendo, justo perfeito...
Impossível permanecer... Calado!
Inaceitável, como gado... “Tratado!”
Claro, em outubro, daremos, jeito...
Mandaremos para latrina... “Sujeito!”
Fake news, nada de bom... “Acontece!”
Os mais necessitados, sofrem... “Padecem!”
A cada dia, uma nova... Lambança!
À medida que o calendário avança...
Somente a fila do osso... “Cresce!”
Como sempre, fazendo... Parte!
Mesmo sendo, pertencendo... Minoria!
Respeito deve ser regra... “Garantia!”
Como arma, o diálogo, não... “Bacamarte!”
Seja a bandeira da paz... “Estandarte!”
Tudo na lida, uma questão... “Respeito!”
Para isso, à luta, revendo... “Conceitos!”
Justiça, como nosso refúgio... “Instância!”
Sem perder o bom senso, elegância...
A solução, está no próximo... “Pleito!”
Incomensurável valor, sorriso... “Criança!”
Por isso, lutamos pelo lícito... “Correto!”
Impossível gerenciar um País, sem projetos...
Basta de improviso, decretos... “Lambanças!”
Sem perspectiva, apenas a miséria, avança...
Para manter maioria, orçamento... “Secreto!”
Assim, aprovas as barbáries... “Abjetos!”
O famoso, jeitinho, troca... “Favores!”
Numa vexatória, inversão de valores...
Conosco, olho no olho, papo... “Reto!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 26/05/2022
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