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Queimadas

Agosto fecha com o menor registro de focos de incêndios no Pantanal

Em agosto de 2021, foram 1.505 focos; no mesmo mês, em 2020, mais de 5.900 focos

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O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou dados que apontam que agosto de 2022 está terminando com o mês com o menor registro de focos de incêndios no Pantanal. Diferente dos dois últimos anos quando o Pantanal teve 1.945.150 hectares consumidos pelas chamas em 2021, índice 49,7% menor comparado a totalidade de área queimada em 2020, que teve 3.909.075 hectares (26% do bioma) queimados.

Há duas explicações para a diminuição dos focos de incêndios: a chuva, que caiu acima da média para o mês e o trabalho de prevenção e monitoramento de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, brigadistas do Prevfogo e brigadistas voluntários, que além do combate, orientam moradores e donos de propriedades.

Na Serra do Amolar, considerada uma das áreas mais preservadas do bioma pantaneiro, há uma base avançada do Corpo de Bombeiros Militar, com o intuito de permitir rápida intervenção em caso de ocorrência de focos de calor. 

Segundo o Diário Corumbaense, o uso da tecnologia também ajuda na prevenção. A Serra do Amolar, área que foi afetada pelo fogo em anos anteriores, recebeu o projeto “Abrace o Pantanal” e desde junho, a região passou a ser “vigiada”, por câmeras, de alta resolução, que detectam foco de incêndio a uma distância que pode chegar a 40 km.

Cada câmera tem a capacidade de detectar focos de incêndio em questão de segundos, com identificação do local exato do foco, acelerando os protocolos de identificação e combate. Há, ainda, a detecção back-up de pontos de calor por satélites, que podem complementar a proteção de áreas que sofram menor pressão humana, assim como índice de risco de incêndios.

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