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Prejuízo com fronteira fechada entre Brasil e Bolívia ultrapassa R$ 1 bilhão

Receita Federal em Corumbá vai discutir com setor produtivo meios de reduzir impactos no comércio exterior

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A fronteira do Brasil com  a Bolívia ficou fechada por 25 dias úteis, desde 24 de outubro, e o impacto negativo para o comércio exterior estimado chegou a R$ 1.125.000.000,00.

Nesse período praticamente nenhum caminhão entrou ou saiu do Brasil com mercadorias.

A retomada de movimentação de cargas voltou a ser feita nesta segunda-feira (28). A fronteira foi reaberta no sábado à noite. 

A região de Corumbá abriga o principal porto seco do Centro-Oeste, com cerca de 300 caminhões circulando diariamente na região para entrar ou sair do país.

A Bolívia é um grande comprador do Brasil e cerca de 90% do volume negociado e que passa nessa região é de exportação para o país vizinho.

A importação da Bolívia corresponde a 10% das cargas que transitam entre Corumbá e Puerto Quijarro, conforme dados locais da Receita Federal.

Autoridades brasileiras, incluindo a Associação Comercial e Empresarial de Corumbá, governo de Mato Grosso do Sul e transportadas brasileiras tiveram mais de uma reunião com manifestantes bolivianos para apontar a fragilidade que o protesto estava ocasionado e os prejuízos escalonáveis, atingindo não só o Brasil, mas também gerando desabastecimento no país vizinho.

Para liberar o acesso da fronteira foi necessário o uso de trator para retirar terra e outros objetos que estavam bloqueando a fronteira.

Apesar da liberação na região, o acesso até Santa Cruz de la Sierra continua com manifestações.

Isso significa que nem todo o comércio exterior vai fluir por enquanto.

“A Receita Federal irá se reunir com os representantes do Porto Seco, transportadores, importadores, exportadores e demais intervenientes para buscar alternativas com o objetivo de minimizar todo esse impacto”, detalhou a Receita Federal em Corumbá, por meio de nota emitida na noite de sábado.

Além do prejuízo no comércio exterior, a movimentação no comércio corumbaense é altamente dependente do consumidor boliviano. Estimativa que comércios e serviços sofreram queda entre 40% e 70% de vendas. 

O bloqueio foi definido pelos Comitês Cívicos, primeiramente da província de Santa Cruz, para cobrar o governo federal sobre a realização do censo demográfico em junho de 2023.

O governo federal sustentou que só poderia realizar o procedimento no país a partir de 2024.

O censo que define os repasses que municípios recebem, tal qual ocorre no Brasil. O último censo realizado foi em 2012 e há defasagem nos repasses.

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