Queimadas
Desde o dia 4 de junho, os moradores de Corumbá enfrentam a fumaça resultante dos incêndios no Pantanal
Os incêndios no Pantanal, que começaram entre maio e junho de 2024, já consumiram mais de 240 mil hectares de vegetação. As chamas se concentram principalmente na região de fronteira do Brasil com a Bolívia (Corumbá, Puerto Quijarro e Puerto Suárez), na região do Paraguai-mirim, no Forte Coimbra e na fronteira do Brasil com o Paraguai (Porto Murtinho).
Incêndios no Pantanal na última terça-feira, 11 - Ueslei MarcelinoDesde o dia 4 de junho, os moradores de Corumbá enfrentam a fumaça resultante dos incêndios florestais no Pantanal. O município lidera o ranking nacional de focos de queimadas por cidade em 2024, com 1.241 focos registrados até agora, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Já são mais de dez dias convivendo com a fumaça, que este ano chegou muito mais cedo. Tradicionalmente, os incêndios florestais no Pantanal ocorrem em seu período mais crítico entre julho e setembro. No entanto, somente nos primeiros 16 dias de junho, foram registrados 1.269 focos de incêndio no bioma.
O Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos e diversos do mundo, já sofreu a queima de mais de 240 mil hectares em 2024. A destruição caminha para superar a vivida em 2020, considerado um dos piores anos para o bioma, quando mais de 4 milhões de hectares foram devastados. Este cenário alarmante é reforçado por um mapeamento feito pela organização Ecoa, a partir de imagens de satélite, que alerta para a extensão da devastação deixada pelo fogo.
A paisagem cinza e os animais carbonizados ainda ecoam na mente dos pantaneiros após o desastroso 2020. Agora, as indicações são de que 2024 pode ser ainda pior, segundo o Ecoa.
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