Corumbá
O órgão federal ainda avalia essa possibilidade, considerada uma das alternativas mais viáveis após o incidente em que o felino tentou atacar cães soltos no quintal do casebre de Valdinei
Com o risco de um incidente mais grave, devido ao conflito explícito entre ribeirinhos urbanos e onças que rondam a região de encosta em busca de alimentos, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) poderá autorizar a captura do felino que atacou o morador Valdinei da Silva Pereira, de 57 anos, na noite de quarta-feira (6), no Bairro Dom Bosco, em Corumbá.
O órgão federal ainda avalia essa possibilidade, considerada uma das alternativas mais viáveis após o incidente em que o felino tentou atacar cães soltos no quintal do casebre de Valdinei, segundo o Campo Grande News. Ao reagir para salvar os animais, Valdinei foi atacado e sofreu ferimentos na região frontal da cabeça, corte superficial no nariz e lesão no olho direito.
A analista ambiental do Ibama em Mato Grosso do Sul, Fabiane Gonçalves de Souza, conversou com a imprensa no final da tarde de quinta (7) e adiantou que o próximo passo das ações articuladas por diversos órgãos para impedir o conflito das onças com os seres humanos pode ser o preparo de equipamentos e técnicas para a relocação do animal. “Ao que tudo indica, não foi um ataque direto ao ser humano, o objetivo da onça era os cães soltos, a despeito das orientações que foram repassadas aos moradores para que os animais domésticos fossem colocados em local de segurança à noite”, explicou ela. “Estamos ainda tentando entender o que ocorreu na residência do senhor Valdinei.”
Ambiente favorável
O ataque do animal ao morador da encosta ocorreu num período em que o monitoramento do Ibama, da PMA (Polícia Militar Ambiental), prefeitura e organizações não-governamentais não registrava a presença dos felinos nas imediações da comunidade que vive no local em condições vulneráveis.
O avistamento de onça-pintada na região ocorre desde o dia 24 de março, entre a Cacimba da Saúde (bairro da Cervejaria) e o Parque Marina Gattass (próximo à fronteira com a Bolívia), numa extensão de dois quilômetros. Vários animais domésticos foram predados por duas onças que circulavam pela região.
Assim, uma força-tarefa foi criada para proteger os moradores e tentar afugentar os animais, que foram atraídos para aquele espaço devido à presença de muitos animais domésticos soltos, à mata fechada, à ausência de iluminação pública e ao lixo a céu aberto.
A presença das onças na área urbana, segundo especialistas, também é reflexo das queimadas e seca no Pantanal. Com a melhoria das condições ambientais na região, colocação de equipamentos luminosos e recolhimento dos animais domésticos, os felinos não foram mais avistados no mês de julho.
Você tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta? O Site O Pantaneiro está sempre atento aos fatos que impactam a nossa região e queremos ouvir você!
Fale direto com nossos jornalistas pelo WhatsApp: (+55 67 99856-0000). O sigilo da fonte é garantido por lei, e sua informação pode fazer a diferença!
Além disso, você pode acompanhar as principais notícias, bastidores e conteúdos exclusivos sobre Aquidauana, Anastácio e região em nossas redes sociais. Siga O Pantaneiro nas plataformas digitais e fique sempre bem informado:
Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para acessar:
Instagram - @jornalopantaneiro
O Pantaneiro: Jornalismo com credibilidade, compromisso e a cara da nossa gente!
Saúde
Dados ajudam a orientar ações de prevenção e saúde pública; município também havia aparecido entre os cinco primeiros no levantamento referente ao primeiro quadrimestre
Ação da Polícia Civil
Cachorro apresentava lesão na cabeça e infestação por parasitas e precisou ser internado; prisão ocorreu após avaliação veterinária
Voltar ao topo