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Casa do Artesão ganha reforma já na próxima segunda-feira

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A Casa do Artesão de Campo Grande, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), ganha recursos no valor de R$ 2,2 milhões para reforma completa do prédio. O processo de revitalização começa já na próxima segunda-feira (25).

O projeto, contemplado pelo pacote do Governo do Estado "Retomada MS", teve licitação ganha pela Restaura Arquitetura. A tradicional, principal centro de comercialização do artesanato produzido no Estado, teve construção entre 1918 e 1923. Sua última revitalização e restauro, porém, foi só em fevereiro de 2002.

A principal ambição dos arquitetos é resgatar a memória das edificações do apogeu da expansão da cidade – tendo em vista a importância deste período para a história regional e a consequente formação do consciente coletivo. Dessa forma, com o resgate do edifício, procura-se trazer em mente a memória que este edifício mantém entre suas paredes.

Para não perder este importante ponto de venda do artesanato de sul-mato-grossense, a Casa do Artesão de Campo Grande vai funcionar na Morada dos Baís durante o período da revitalização, previsto para acontece em 12 meses. A Morada fica na Av. Noroeste, 5140 – Centro de Campo Grande.

Espaço ganhará atrações extras

Para o prédio anexo, foi proposto um pequeno café na área anexa externa do pavimento térreo; o espaço externo também contemplará um pequeno jardim contemplativo, com uma parede de jardim vertical e um pergolado para proteger de intempéries, espaço para café e estoque.

A reforma vai incluir também a readequação dos espaços para melhor fruição e uso, com copa para funcionários, estoque, almoxarifado e lavanderia separados. A cobertura do anexo deverá ter todas as telhas francesas removidas para reuso no telhado principal, a estrutura de madeira do telhado deve permanecer para receber novas telhas com baixa condutividade térmica. Além disto, o prédio terá laje para abrigar as máquinas de ar condicionado que não podem estar aparentes em decorrência da poluição visual no patrimônio histórico.

A área administrativa, para gestão, atendimento aos artesãos e reuniões, foi relocado para o mezanino do salão 2, que passará por adequação de acessibilidade e inclusão de paredes para dividir os ambientes entre administração, coordenação e reuniões, recepção e arquivo morto. As novas intervenções serão em materiais novos, claramente diferentes dos da edificação principal. O mezanino do salão 1 será completamente removido com a intenção de valorizar a arquitetura interna e melhorar as condições de iluminação.

A escada existente passará por reforma e readequação para atendimento às normas de segurança e acessibilidade e receberá novo guarda corpo em aço cortén para valorizar a arquitetura do interior. Será feito desde a requalificação das calçadas, acessibilidade, todas as esquadrias vão ser restauradas. Também está previsto a instalação de um elevador de acessibilidade com conexão para a parte de cima, onde fica o administrativo.

Os espaços expositivos internos recebem um novo layout setorial e organizacional através de mobiliário projetado para atender as necessidades. As janelas das fachadas passam a abrigar móveis que as transformam em vitrine com a intenção de trazer o olhar do público que passa pela calçada para exposição dos objetos e para o interior do prédio.

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