Curiosidade
Montarou Hibi teria vindo para Aquidauana e falecido em janeiro de 1930
Você sabia que Aquidauana pode ter sido o lar de um dos maiores nomes da história do sumô japonês?
De acordo com uma matéria publicada pelo site Midiamax, vestígios históricos apontam que Montarou Hibi — conhecido no mundo do sumô como Oikari — teria passado seus últimos anos de vida em solo aquidauanense, o que lhe rendeu o curioso apelido de “yokozuna pantaneiro”.
No Japão, o título de yokozuna (横綱) é o mais alto que um lutador de sumô pode alcançar. É tão prestigiado que quem o carrega é visto quase como uma divindade, sendo símbolo de força, disciplina e respeito — ao ponto de as pessoas se curvarem diante deles em sinal de reverência. Desde a criação do sistema de graduação, apenas cerca de 70 homens alcançaram esse posto. E um deles teria vindo parar justamente em Aquidauana.
Segundo pesquisadores, Oikari teria chegado ao Brasil após uma comitiva de lutadores sair do Japão para apresentar o sumô ao mundo. Com o tempo, o grupo se dispersou e Montarou Hibi teria se estabelecido em Aquidauana.
Ele faleceu por aqui em 27 ou 28 de janeiro de 1930, sendo enterrado na cidade. A confirmação veio anos depois, graças a uma nota de falecimento publicada no jornal japonês Nippakun Shinbun, assinada por amigos que usaram os sobrenomes Nakamura, Hara, Ise, Sonoda, Yagou, Nakayama e Toru.
A curiosidade aumentou quando se descobriu que Aquidauana tem uma rua chamada Toro Nakayama — o que pode indicar ligações com os amigos mencionados na nota.
Hoje, pesquisadores japoneses, como Ryo Aizawa — editor da revista “Cultura do Sumô Profissional” — estão em busca de descendentes de Oikari e de mais informações sobre sua história.
O sonho de Aizawa é reconstituir a trajetória do lutador não apenas como um tributo ao esporte, mas também como um símbolo da ligação histórica entre Brasil e Japão.
Para o Japão, o sumô é mais que um esporte: é um patrimônio cultural. Por isso, os grandes nomes da modalidade têm suas histórias preservadas em museus e monumentos. Caso se confirme a história de Oikari em Aquidauana, isso poderá colocar a cidade sul-mato-grossense no mapa cultural do sumô mundial.
Aizawa espera reunir cartas, fotos e documentos que ajudem a contar essa história ainda pouco conhecida — mas profundamente conectada com Aquidauana. “A notícia da morte de Oikari, cuja situação era um mistério, só foi descoberta há poucos anos em um jornal brasileiro”, revelou o pesquisador ao Midiamax.
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