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Economia

Horário de Verão começa com meta equivalente ao consumo de Ponta Porã

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Economizar 9.959 MWH. Esta é a contribuição que a Enersul vai dar em sua aérea de concessão, formada  por 73 dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, para ajudar o Brasil atingir a meta de economia de energia elétrica durante o horário de verão, que começou oficialmente à zero hora deste domingo (16), quando os relógios foram adiantados em uma hora. 
 
O volume equivale ao consumo da cidade de Ponta Porã, quinto maior município do Estado em população, durante um mês. De acordo com dados do IBGE/2011, Ponta Porá tem hoje 79.173 habitantes, um número equivalente a dez por cento da população da capital do MS.
 
A expectativa é de poupar 0,5% ao longo dos 133 dias do horário especial que o País adota, pela 41º vez,  para melhor aproveitar a luz natural, já que neste período os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem utilizada. Isso proporciona uma redução na demanda máxima do sistema elétrico em função do deslocamento do pico de carga para além do habitual. Esse procedimento alivia o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o consumo de energia é mais acentuado nesta época do ano. 
 
Na região Sudeste / Centro Oeste a expectativa de redução de demanda no horário de ponta, que ocorre entre 17h e 22h, é da ordem de 4,6%, o que para o Sistema da Enersul equivale à demanda no horário de ponta das cidades de Aquidauana e Bonito.
 
O horário de verão se estende até a zero hora do dia 26 de fevereiro de 2012, data em que todos vão ajustar os relógios em uma hora a menos.
 
Enersul resgata histórico do horário de verão
 
Segundo alguns estudos, este horário especial foi criado em 1784, nos Estados Unidos, por Benjamim Franklin. Naquela época, Franklin percebeu que, durante alguns meses do ano, o sol nascia antes mesmo das pessoas se levantarem. Então, se os relógios fossem adiantados em uma hora naquele período, poderiam aproveitar melhor a luz do dia ao entardecer, economizando grande número de velas, já que, naquele tempo, ainda não existia luz elétrica. Apesar dos esforços de seu idealizador, foi somente durante a Primeira Guerra Mundial, de 1916, que esta ideia recebeu aceitação. A Alemanha, em vista da necessidade de economizar energia por causa da Guerra, resolveu adotar o procedimento do horário de verão.
 
No Brasil, o horário especial foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Na sua versão de estreia, assim como na reedição da medida no verão seguinte, a duração foi de quase meio ano. Posteriormente, a adoção da medida foi retomada em períodos alternados, nos anos de 1949 até 1953, de 1963 até 1968, e, nos tempos atuais, a partir de 1985. Desde 2008, vigora o Decreto 6.558, que regulamenta o ajuste dos ponteiros do relógio. O horário de verão tem sido um valioso instrumento de uso eficiente e racional da energia elétrica, e tem ajudado o país a garantir a sua oferta de forma mais contínua e segura. 
 
Economia Nacional
 
A economia que a  medida deve trazer para o país pode variar entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões, segundo estimativa do NOS, órgão responsável pela operação do sistema elétrico nacional. No verão 2010/2011, o horário de verão gerou uma economia de R$ 30 milhões ao sistema elétrico.
 
Se não houvesse o horário de verão, o aumento da demanda por energia elétrica durante o verão poderia custar um investimento de R$ 3,8 bilhões para a expansão da capacidade instalada, de acordo com o ONS.
 
O cálculo foi estimado com base no custo de implantação de uma usina térmica a gás de ciclo combinado para minimizar os efeitos do crescimento excessivo do consumo de energia no período.

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