O Procon divulgou esta semana a última pesquisa do Natal deste ano. Ao todo foram apurados os preços de 254 itens, entre vários produtos típicos deste período, como panetones, vinhos, perus, frutas secas, castanhas e nozes. Foram visitados nove estabelecimentos, todos supermercados entre varejistas e atacadistas.
A pesquisa apontou que houve um decréscimo de 2,90% nos preços com relação à segunda pesquisa deste ano, divulgada em novembro. ?Esta diminuição nos valores já era de se esperar e só comprova que sempre vale a pena esperar um pouco para fazer as compras de produtos típicos deste período?, comenta o superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro.
Entretanto foi registrado um acréscimo de 11,40% em comparação aos preços do natal de 2010. ?Este aumento é provocado pela alta no preço do dólar em 2011, considerando que vários dos produtos natalinos ou são importados ou usam ingredientes importados?, explica Lamartine.
As variações entre os estabelecimentos nesta terceira pesquisa estão ainda maiores do que nas duas pesquisas anteriores em que chegou no máximo a 94%. A fruta Cristalizada La Violetera 150g variou em 99%, sendo encontrada por R$ 2,00 até R$ 3,98. Segundo a pesquisa do Procon uma das maiores variações foi no refrigerante Kuat Guaraná 2L, variando 80,3%; já as nozes com Casca a granel-kg tiveram variação de 77,5%; e um dos ícones do natal, o panetone Village Mega Chocolate 500g, variou 73,4%; já o Spumate Perlage Branco e Spumate Perlage Rosado tiveram a variação de 71,2%; continuando com as bebidas o vinho Sangue de Boi 4 litros teve 70,2%; o pernil com osso - Seara teve a variação de 64,4%.
Todos os estabelecimentos pesquisados apresentaram itens entre menores e maiores preços da pesquisa, desta forma a dica é para o consumidor não comprar em um só lugar. O Procon ressalta ainda a importância do consumidor sempre estar atento. ?Em recente fiscalização identificamos muitos casos de diferença de preços da gôndola para o caixa nos supermercados, portanto, estejam atentos e confiram as notas fiscais ou os preços nas telas do caixa com relação ao que estava exposto na gôndola ou no próprio produto. Havendo diferença, denuncie pelo disk denúncia 151?, enfatiza o superintendente.