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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 1,70 pela 1ª vez em 4 meses

Moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,6988. Queda no ano é de 9,08%.

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O dólar comercial fechou em queda pelo terceiro dia seguido nesta terça-feira (28) e cotado abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde outubro do ano passado, acompanhando a fraqueza da moeda no cenário externo e a despeito de nova intervenção do Banco Central para tentar conter a queda da cotação.
 
A moeda norte-americana recuou 0,39% e fechou cotada a R$ 1,6988 para venda. Este é o menor patamar desde o dia 28 de outubro do ano passado, quando encerrou vendido a R$ 1,6844.
 
Em fevereiro, até o momento, a moeda dos EUA tem queda acumulada de 2,76%. No ano, o dólar está 9,08% mais barato em relação ao real.
 
As operações domésticas acompanharam a fraqueza da moeda no cenário externo, após dados mais fortes que o esperado sobre a confiança do consumidor dos Estados Unidos.
 
Dados mostraram que a confiança do consumidor norte-americano subiu em fevereiro para uma máxima em um ano, a 70,8, com o otimismo em relação ao mercado de trabalho ofuscando preocupações com a alta nos preços da gasolina, de acordo com pesquisa do Conference Board.
 
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o índice subisse a 63,0.
 
O dado reforçou visões de que a maior economia do mundo está resistindo aos efeitos negativos da crise de dívida na zona do euro, o que alivia preocupações com a performance da economia global.
 
O maior apetite por risco derrubava o dólar ante uma cesta de divisas, enquanto o euro subia, também amparado por expectativas positivas de que o Banco Central Europeu (BCE) injete cerca de meio trilhão de euros no sistema financeiro na quarta-feira.
 
"A liquidez lá fora está grande, e isso explica a queda do dólar aqui e as atuações do BC", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo.
 
Banco Central
 
Em seu quinto dia seguido de atuação, o BC comprou novamente dólares no mercado à vista nesta terça-feira, com taxa de corte de R$ 1,7029.
 
"O BC quer mostrar ao mercado que está presente e vai continuar atuando enquanto julgar prudente", acrescentou, lembrando que o Brasil tem recebido grandes volumes de dólares do exterior.
 
Em coletiva para comentar o resultado primário do governo central referente ao mês de janeiro, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse nesta terça-feira que existe a possibilidade de o Fundo Soberano do Brasil ser usado no mercado de câmbio para evitar mais valorizações do real frente ao dólar.
 
Segundo ele, o Fundo está totalmente pronto para ser usado no mercado, mas até o momento não trabalhava com essa hipótese e que a política de compra de dólares continuava a cargo do BC.
 
Desde quando retomou as intervenções, no início do mês, o BC tem adquirido dólares também nos mercados futuro e a termo.
 
O BC divulgará na quarta-feira os números atualizados sobre o fluxo cambial do mês até a última sexta-feira, bem como as aquisições de moeda no período. Nas três primeiras semanas de fevereiro, o saldo cambial foi positivo em US$ 6,520 bilhões.

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