Ignorar a Organização Mundial do Comércio pode levar outros países a se comportarem da mesma maneira
O fato de o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ter ganhado a antipatia de grande parte da população americana e dos demais países, não gera novidades. Mas mais do que um comportamento ácido, o que realmente tem preocupado são as decisões que o presidente americano tem tomado desde sua posse.
A política comercial do governo de Trump pretende enfatizar o espaço para as medidas unilaterais dos EUA contra os demais países. Sendo assim, a tendência é que Washington ignore decisões por parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) desde que se mostrem contrárias aos seus interesses.
Essa decisão é contrária ao modelo de economia multilateral que foi construído nos últimos sessenta anos para prevenir uma guerra comercial em nível global. Essa decisão por parte do governo Trump está intimamente relacionada com o slogan de sua campanha que traduzido é ‘América em primeiro lugar’. No relatório anual enviado ao Congresso do Estados Unidos com a agenda comercial do governo, é enfatizada a preferência a arranjos bilaterais, o que coloca em risco as transações multilaterais.
Para muitos especialistas, essa nova política de Trump pode ser considerada radical e contra uma postura tradicional assumida por décadas pelos Estados Unidos, o que pode gerar por parte de outros países a mesma postura, já que a principal força da OMC como órgão disciplinador está no comportamento dos Estados Unidos seguindo suas regras e se o país se recusa a continuar seguindo essas normas, isso abre margem para que outros países façam o mesmo.
Especialistas creem que essa ação unilateral dos EUA pode vir a prejudicar, inclusive, os exportadores americanos, que poderão enfrentar dificuldades por parte de outros países que vierem a assumir a mesma postura do dono da maior economia do mundo.
Os EUA tem em seu comando um líder radical e previsível. Hoje, segundo o site especializado em finanças e cotações da moeda Dolarhoje.com.br o dólar está cotado em R$3,122, maior do que a leve alta do último mês, 24, em que após o discurso de Trump a um grupo de conservadores de que pretende cortar impostos para o estímulo de gastos e investimentos nos Estados Unidos, houve alta discreta da moeda que chegou a R$3,113 com uma valorização de 1,85%.
Não se pode prever como a economia americana se comportará nos próximos meses, mas o que já se sabe é que medidas radicais podem trazer resultados inesperados. Leia também: Volume de exportações de MS em janeiro é 93,29% maior em comparação ao ano passado
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