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Crédito de bancos deve crescer mas incerteza na economia avança

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O saldo do crédito concedido pelos bancos deve crescer 12,6% ainda em 2021, de acordo com o Relatório de Inflação publicado neste trimestral pelo Banco Central (BC). A divulgação do documento aconteceu no dia de hoje (30), em Brasília.

O resultado vem do crescimento de 16,2% no crédito para famílias e de 8% para pessoas jurídicas. Essa estimativa é maior do que a observada no relatório anterior, de 11,1%.

As modalidades de crédito para pessoa física com recursos livres tiveram a variação do saldo revisada de 14% para 18% e as com recursos direcionados de 13% para 14%. Nos financiamentos às empresas, as projeções foram mantidas, de crescimento de 13% com recursos livres e de estabilidade nos direcionados.

O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

Crédito de bancos até sobe mas economia brasileira afunda em incertezas (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Incerteza na economia avança 14,3 pontos

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 14,3 pontos em setembro para os atuais 133,9 pontos, o maior nível desde março de 2021.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), comparando-se à série histórica anterior à pandemia de Covid-19 – período em que foram registrados níveis inéditos de incerteza no Brasil e no mundo –, este seria o segundo maior nível de incerteza, ficando abaixo apenas de setembro de 2015, quando o indicador alcançou 136,8 pontos.

"Entre os fatores que contribuíram para alta estão as diversas crises do momento – política, institucional e hídrica, o cenário fiscal indefinido, a inflação ascendente e dúvidas remanescentes quanto à pandemia que injetaram uma dose adicional de incerteza no mês. Com todos esses choques, dificilmente o indicador convergirá para a (já elevada) média 2015-2019 em 2021, como parecia ser possível alguns meses atrás", afirmou, em nota, Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV.

Segundo o estudo, os dois componentes do Indicador de Incerteza caminharam no mesmo sentido em setembro.

"O componente de mídia subiu 14,2 pontos, para 132,6 pontos, maior nível desde agosto de 2020, uma contribuição de 12,4 pontos para o índice agregado. O componente de expectativas, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, subiu 8,8 pontos, para 125 pontos, maio nível desde abril, contribuindo de forma positiva em 1,9 ponto para a evolução na margem do IIE-Br", informou a FGV.

(Com informações da Agência Brasil)

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