Estatística
Responder ao censo é permitir levantar dados demográficos do Brasil e descobrir detalhes do nosso país
A busca do ser humano em perceber quanto somos e como vivemos ela é muito antiga. Há registros de que os primeiros sensos teriam sido feitos pelos chineses muito antes dos romanos e dois gregos. No mundo inteiro há levantamentos estatísticos, por meio de institutos especializados. No Brasil, segundo o Coordenador de Divulgação do Censo de Mato Grosso do Sul, Fernando Gallina, tivemos censo em 1824. Mas pelo IBGE, o primeiro censo brasileiro foi feito em 1940.
O maior órgão de pesquisa do Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acaba de completar 87 anos, realizando trabalhos que permitem nos conhecer como indivíduos e coletivo em quantidade, além de perfis variados na nossa população e suas famílias. Todo esse estudo representa uma espécie de “Raio-X” estatístico através de mais de 70 pesquisas, onde consegue traçar nossa sociedade, desde municípios, estados e Federação, por meio de levantamento de dados numéricos que detalham os mais variados traços, desde pessoas, comportamento, economia (calculando o PIB – Produto Interno Bruto), desemprego, consumo além de observar como está o desenvolvimento dos serviços do comércio, da indústria e da agropecuária no país.
Fundado efetivamente em 1937, a primeira contagem da nossa população ocorreu em 1940
Fundado inicialmente em 1936 como Instituto Nacional de Estatística, no ano seguinte, esse órgão foi absorvido e criou-se o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), em seguida, passou a realizar levantamentos de contagem da população com períodos marcados como 1940, 50, 60, 70, 80, 91, 2000, 2010 e o mais recente em 2022.
“Além de todas essas pesquisas estatísticas, o IBGE também é responsável pelo sistema cartográfico nacional. Então, os mapas brasileiros seguem as orientações do IBGE. O IBGE produz mapas atlas, os estudos e marcos geodésicos, estudos de fronteira do país, biomas, e toda uma série de estudos geográficos que também complementam esse portfólio que o IBGE oferece gratuitamente para a população,” explica o coordenador.
A importância da população em respeitar a pesquisa e participar dela, ajuda o IBGE a levantar dados precisos de altíssima qualidade com o censo, além de dados que podem ajudar bastante a população brasileira, que contribuem para que os governantes possam desenvolver políticas públicas a partir das informações que o IBGE realiza e apresenta, sobre, por exemplo, a área da saúde. Nesse caso, o poder público, baseado nessas informações desenvolve novas, e melhores, formas de prestar atendimento à população.
Fernando Gallina destaca que em Aquidauana existe uma sede do IBGE desde a década de 1960, e que por ocasião da divisão do Estado, já havia essa agência, devido à importância geográfica e econômica do município que é bastante rica para os estudos.
Um serviço que oferece informações relevantes gratuitas para a sociedade, quanto ao cidadão individualmente
“Tudo que o IBGE faz é grátis, é acessível para qualquer cidadão e ele pode usar, por exemplo. Quer montar uma clínica de fisioterapia. Ele vai dar uma olhada onde é o bairro que tem mais idosos em uma cidade. Com isso, ele consegue ter uma ideia de onde ele vai ter mais público para atender. Tem muitas informações que os dados do censo podem ser usados por governantes ou diretamente pela população,” Explica Gallina, que completa destacando a importância do IBGE e do censo, que é uma das mais importantes pesquisas para o país.
“Foram feitos censo no Brasil de 10 em 10 anos, e os censos são uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico, principalmente. O IBGE foi um dos primeiros órgãos do país, a ter um computador, ainda na década de 1960. Era gigantesco e tomava o espaço de várias salas. Na década de 1990, o IBGE usava leitores automáticos de preenchimentos de cartões. Nos anos 2007 o IBGE foi um dos primeiros órgãos de estatísticos do mundo, a fazer o recenseamento todo em um palmtop, um computador de mão. E hoje, o IBGE faz o censo de 2022 usando GPS para que ela possa marcar todos os pontos que são coletados para que se possa ter um georreferenciamento de altíssima qualidade, quando os dados forem sair”.
As peculiaridades geográficas do Brasil fazem com que o Instituto e seus recenseadores enfrentem dificuldades para realizar um censo como o de 2022, que busca atualizar informações importantes como quantas pessoas vivem no nosso território. Para que isso aconteça nas condições mais perfeitas, as equipes precisam chegar a lugares muito remotos do território brasileiro. Fernando Gallina diz que existem aldeias na região amazônica, que só podem ser acessadas por helicópteros não tem como chegar nem de barco.
O trabalho do IBGE é de extrema importância para o país e a participação da população no próximo censo, deve ser ainda mais ativa. Os resultados coletados contribuem para o desenvolvimento social, econômico e industrial do Brasil. As pesquisas estatísticas feitas em todos os domicílios do país possuem o objetivo de coletar dados sobre gênero, escolaridade, modo de vida, saneamento, renda, entre outras informações que ajudam no desenvolvimento da nação.
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