Economia
Capital sul-mato-grossense teve uma das maiores reduuções do país, com destaque para arroz, feijão e café
Em julho de 2025, Campo Grande registrou uma das maiores quedas no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras, com recuo de 2,1% em relação ao mês anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Pela primeira vez, o levantamento contemplou as 26 capitais do país e o Distrito Federal.
A redução no valor do conjunto de alimentos essenciais acompanha uma tendência observada em outras 14 capitais. As maiores quedas foram verificadas em Florianópolis (-2,6%), Curitiba (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Campo Grande (-2,1%). Já as altas mais expressivas ocorreram em cidades do Nordeste, como Recife (2,8%) e Maceió (2%).
Entre os produtos que mais influenciaram a retração em Campo Grande estão o arroz, o feijão e o café em pó. O arroz teve queda significativa no país, com destaque para Porto Velho (-7,1%) e Palmas (-5,2%), e seguiu a mesma tendência na capital sul-mato-grossense. O feijão carioca apresentou redução em 24 capitais, e o café em pó teve baixa em 21 das 27 cidades pesquisadas, reflexo do aumento da colheita e da oferta no mercado interno.
Apesar da redução no mês de julho, no acumulado do ano, a tendência é de alta. Em 17 capitais analisadas também em 2024, os preços da cesta subiram em todas, variações que chegaram a 19,5% em Recife. Em relação a julho do ano passado, também houve aumento generalizado.
Com base na cidade com o maior custo da cesta — São Paulo, onde o valor atingiu R$ 865,90 —, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.274,43, quase cinco vezes o mínimo atual de R$ 1.518.
A pesquisa ainda apontou que, em julho, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu, em média, 50,9% da renda líquida apenas para adquirir os itens da cesta básica, uma leve melhora em relação a junho, quando o índice foi de 51,1%.
Produtos como carne bovina apresentaram comportamento misto: enquanto houve aumento em 11 capitais, outras 16 registraram queda, influenciadas por fatores como redução do abate e mudanças nas exportações para os Estados Unidos.
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