Esportes
Quase dois meses depois do acidente que provocou a morte de sete torcedores na Fonte Nova (e deixou outros 87 feridos), a Polícia Civil da Bahia pediu ontem o indiciamento de quatro dirigentes esportivos e um engenheiro.
A delegada Marilda Marcela da Luz disse que vai encaminhar nesta quarta-feira ao Tribunal de Justiça da Bahia a conclusão do inquérito solicitando o indiciamento, por homicídio doloso eventual, para o superintendente da Sudesb (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia), Raimundo Nonato Tavares, o ex-jogador Bobô.
Além de Bobô, os presidentes da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, do Bahia, Petrônio Barradas, e o diretor técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio da Costa Neto, também foram indiciados.
A delegada também recomenda que o engenheiro Nilo Santos Júnior seja indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). De acordo com Marilda Luz, o dolo eventual ocorre quando as pessoas tomam alguma decisão sabendo dos riscos.
Em janeiro de 2006, o Ministério Público da Bahia recomendou a interdição da Fonte Nova, alegando que o estádio não tinha infra-estrutra para receber os torcedores.
No último dia 25 de novembro, quando o Bahia enfrentou o Vila Nova-GO pela Série C do Campeonato Brasileiro, parte do anel superior da arquibancada desabou e alguns torcedores caíram de uma altura equivalente a 20m. Outros invadiram o campo para escapar do tumulto.
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