Esportes
Gustavo Brambilla mostra o diploma que lhe garante o estágio na escuderia Renault Aos 24 anos, Gustavo Brambilla vai realizar o sonho de muitos engenheiros automobilísticos. Aluno do último ano do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo (SP), ele se prepara para um estágio remunerado de seis meses na equipe Renault de Fórmula 1 e embarca em setembro para Enstone, na Inglaterra.
Para fazer parte da escudaria bicampeã do mundo, Gustavo venceu seis concorrentes - todos europeus -, em um concurso mundial promovido pela Altran Engineering Academy.
- Foi uma disputa muito difícil, todos apresentaram projetos muito bem elaborados. A Fórmula 1 trabalha com a mais alta tecnologia, e poder participar de uma experiência dessas, ajudando no desenvolvimento de um carro de corrida, é a realização de um sonho - diz Gustavo, que espera poder conhecer os pilotos da Renault, o espanhol Fernando Alonso e o brasileiro Nelsinho Piquet.
Durante a apresentação, Gustavo convenceu os jurados ao propor o desenvolvimento de um sistema hidráulico e mecânico que refina a variação de cambagem da suspensão dianteira para carros de Fórmula 1. Um dos benefícios do projeto é a melhoria da performance em curvas e frenagem com melhor aproveitamento da capacidade de força lateral dos pneus.
Atualmente, Gustavo faz estágio na fábrica da Volkswagen no ABC paulista. O estágio na fábrica da escuderia Renault vai ampliar seus conhecimentos técnicos de engenharia mecânica.
- As montadoras trabalham no desenvolvimento de um veículo que seja bom para o consumidor, já a Fórmula 1 desenvolve o carro para ter a mais alta performance - diz.
Paixão antiga e coincidência no nome
A paixão pelos carros vem desde pequeno. O avô de Gustavo tinha uma oficina mecânica e o pai dele, como hobby, trabalhava na adaptação de veículos off-road. Até o sobrenome - Brambilla - remete à Formula 1.
- Todo mundo me pergunta se eu sou parente do Vittorio Brambilla, um piloto italiano que disputou corridas na década de 70. Mas é só coincidência - comenta.
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