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O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), antecipou nesta quarta-feira que pretende pedir vista (mais prazo) para analisar o processo sobre a legalidade da demarcação contínua de terras da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Com isso o julgamento da ação será interrompido hoje e deve ser retomado apenas no próximo ano.
O julgamento foi interrompido para que os ministros decidam como será a condução do processo, já que Mello antecipou que pedirá vista. O mais provável é que o STF adie o julgamento mais uma vez.
No final de agosto, o julgamento foi interrompido porque o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista do processo. Na ocasião, o ministro-relator da ação, Carlos Ayres Britto, recomendou pela demarcação de forma contínua.
Indígenas, o governo federal e a maior parte das organizações não-governamentais são favoráveis à demarcação contínua. Mas os arrozeiros que vivem na região contestam.
A reserva Raposa/Serra do Sol é o nome de uma terra indígena de 1,7 milhão de hectares. A área foi demarcada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e homologada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na região vivem cerca de 17 mil indígenas, a maioria da etnia macuxi, mas há também uapixanas, ingaricós, taurepangues e patamonas. Representantes dessas etnias acompanham o julgamento nesta quarta-feira --alguns do lado de dentro do prédio do STF, mas a maioria de fora.
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