Esportes
As garotas do Santos, campeãs da Copa do Brasil de Futebol Feminino, além comemorarem muito o título conquistado nesta última quarta-feira, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Sport-PE, no estádio Ulrico Mursa, na Baixada Santista, destacaram o crescimento da modalidade no Brasil.
"Antigamente era só a gente e a nossa família que vinha torcer. Hoje, quase duas mil pessoas vieram aqui para assistirem a essa final. É um sinal de que o futebol feminino está melhorando no nosso país", afirmou a meio-campista Fran.
O Santos é um dos poucos clubes tradicionais no Brasil que investe na modalidade. Segundo os profissionais desta área, essa é a melhor maneira para o esporte ganhar mais adeptos e admiradores.
"O dia que tiver mais clubes de camisa, o futebol feminino vai crescer muito mais. Quando tiver um São Paulo, uma Portuguesa, um Palmeiras, por exemplo, as pessoas vão se interessar mais", disse a zagueira Calan.
O técnico do Santos, Kleiton Lima, tem a mesma opinião e lembra do começo difícil. "Foram muitos anos de dificuldades, de luta e superação. Passamos tempos de falta de apoio, de miséria mesmo. Sem patrocínio, sem recurso. Mas hoje estamos vivendo esse momento grande", disse Kleiton, que também é treinador da seleção brasileira sub 20.
O treinador é mais um que acredita que os clubes grandes podem mudar a realidade atual. "O futebol feminino tem crescido, mas é preciso de outros clubes como o Santos. Clubes de tradição, de camisa, de massa. No Brasil não tem como fugir disso. Às vezes, nem precisa investir dinheiro, mas sim atrair o patrocinador", comentou.
Comemorando o título com as jogadoras do seu clube, o presidente Marcelo Teixeira destacou que não teve prejuízos em montar um forte elenco feminino, que ficou conhecido como as Sereias da Vila. "O departamento feminino é independente. Tem condições de se sustentar sozinho e até mesmo de fazer uma renovação. Isso é motivo de orgulho para gente", destacou.
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