Em meio a um cenário de guerra entre quadrilhas rivais, o empresário e narcotraficante Jorge Rafaat Touman foi executado na noite desta quarta-feira (15), na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS). Uma das possíveis causas do crime seria a disputa pelo controle do tráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
Conhecido como "Rei da Fronteira" e condenado em 2014 pelo juiz federal Odilon de Oliveira , Jorge Rafaat estava em uma camionhete Hummer, segundo informações do site Ponta Porã Informa, quando homens armados se aproximaram em outras duas caminhonetes (Toyota/Hilux e Ford/F250). O grupo atirou contra o veículo do narcotraficante, que morreu na hora. Apesar de ser blindada, a Hummer não suportou o calibre das munições usadas, de metralhadora .50, que é usada para abater aeronaves. No total, foram mais de 250 tiros.
Seguranças perceberam o crime e entraram em confronto os autores, o que resultou em uma grande perseguição policial e mais tiroteio. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas durante a ação, incluindo um agente policial. Várias armas de grosso calibre e restritas às forças armadas foram apreendidas.
Durante o cenário de guerra, prédios comerciais também foram incendiados. Segundo moradores, a situação era de muito terror. O site paraguaio ABC Color informou que tanques do Exército Brasileiro, que estava na região por conta da Operação Ágata, e Paraguaio, além de policiais dos dois países, foram mobilizados.