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Estudo ambiental aprova nova rodoviária na saída para São Paulo

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O EIA (Estudo de Impacto Ambiental) já está pronto e atesta a viabilidade da implantação da obra da nova rodoviária de Campo Grande, Terminal rodoviário Mendes Canale, na Avenida Gury Marques, na saída para São Paulo. A área tem 10 hectares ou seja dez mil metros quadrados. A informação está sendo apresentada pelo Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) durante audiência pública que acontece na sede do instituto sobre a nova rodoviária.


Representantes da comunidade, comissão que representa dos comerciantes da rodoviária Centro Comercial Heitor Laburu, vereadores e o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) participam da audiência, procedimento oficial que antecede o processo de licitação da nova área.


O EIA está sob responsabilidade do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano). Segundo o secretário da Semades (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Frederico de Freitas Júnior, o EIA aprovou o empreendimento e o Planurb já encomendou um estudo sobre o impacto de vizinhança. Nele, estarão previstos serviços de apoio como construção de postos de combustíveis, borracharias e oficinas como também os chamados serviços de usuários, rede hoteleira, pontos de táxi, local para lanchonetes, detalha Freitas Júnior.


A obra
A arquiteta Zuleide Higa apresenta aos participantes da audiência detalhes sobre o projeto da nova rodoviária produzido por ela junto com sua equipe da Planurb. O novo terminal terá formato de leque e ocupará 6.211 metros quadrados dos dez mil metros quadrados da área desapropriada. A técnica levou em conta a realidade do local junto a funcionalidade apresentada nos projetos no País e do mundo. Está prevista que as áreas de embarque e desembarque chegam climatizadas e que um shopping center (mini) ofereça aos passageiros e funcionários todos os tipos de serviços.


Discussões
A audiência pública discutirá todas as nuances que representa a desativação do Centro Comercial Laburu, a área desapropriada na saída para São Paulo e como será a licitação para o empreendimento. A concessão onerosa será por 25 anos em troca do investimento de pelo menos R$ 10 milhões, ou seja, a iniciativa privada fará a exploração do local em forma de concessão.


Indagado sobre o fato de parte da comunidade da região dos Pioneiros ser contra o empreendimento no local, Trad Filho disse que a área já está definida e foi a melhor saída encontrada pelo município.


O vereador responsável pela audiência é o presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). "É claro que haverá uma supervalorização dos imóveis da região, mas temos que conter os abusos, sobretudo porque teremos a necessidade de implantação da infra-estrutura que compõe o entorno de um terminal rodoviário", disse ao Midiamax Alcides Bernal.


A escolha da área na Avenida Gury Marques foi contestada. O IAB-MS (Instituto dos Arquitetos do Brasil - Mato Grosso do Sul) e o Sindicato dos Arquitetos de Campo Grande reivindicaram uma discussão mais ampla sobre o projeto.


"A Prefeitura encomendou um estudo junto a empresa de Campinas, Tecnometria, baseando-se somente na questão do transporte de ônibus. O resultado foi a indicação do local na saída para São Paulo. Só que isso não é novidade desde 1975, quando o então prefeito Juvêncio César da Fonseca também realizou estudo e constatou que a saída para São Paulo seria o melhor local para uma Estação Rodoviária", criticou Ângelo Arruda, presidente do Sindicato dos Arquitetos de Campo Grande.


Segundo ele, a Prefeitura deve encomendar ao CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano) estudos mais amplos, discutindo a questão dos taxistas, dos moto-taxistas, dos restaurantes e da rede hoteleira. "Estação Rodoviária é obra única. Uma cidade não possui mais de um terminal rodoviário. Portanto, será uma obra que vai impactar no Estado inteiro. É preciso uma ampla discussão", defende Ângelo Arruda, ressaltando que o CMDU congrega mais de 20 entidades da sociedade civil. "Portanto, é o fórum ideal para se promover este debate", disse o arquiteto.


Desapropriação Bruno Arce
A prefeitura depositou no dia 11 de dezembro o valor de R$ 1,9 milhão na 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos do Fórum referente à desapropriação da área. No dia anterior o juiz Fernando Paes de Campos havia desapropriado o terreno, depois de esgotadas as possibilidades de negociação com os donos dos imóveis. A Prefeitura chegou a oferecer R$ 2,2 milhões, porém com a desapropriação fechou no valor de R$ 1,9 milhão.

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