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Meningite mata menino de 5 anos na Santa Casa

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Um menino de cinco anos morreu ontem na Santa Casa de Campo Grande, vítima de meningite bacteriana. O garoto estava internado desde domingo no hospital, após ter passado por postos de saúde com uma infecção no ouvido e não ter recebido atendimento específico para o que se tornaria uma doença mais grave.


De acordo com a Santa Casa, foi o primeiro caso demorte em função da doença neste ano, mas pelo menos quatro pacientes com meningite foram atendidos pelo hospital nas últimas semanas.


"O inverno é um dos fatores que pode propiciar o desenvolvimento da doença, principalmente em crianças", diz a médica infectologista da Santa Casa, Haydée Marina do Valle Pereira.


A especialista explica que não existe pré-disposição à doença, mas que em crianças, meningites bacterianas podem se aproveitar de infecções ou sinusites para alcançar o sistema nervoso, já que a doença consiste na inflamação de membranas que encobrem o cérebro.


Os pais, segundo a médica, devem estar atentos a dores de cabeça, febre e vômitos em jatos, manchas vermelhas e rigidez de nuca, nas crianças, e em mudanças na fontanela (moleira) dos bebês, que com a doença adquirem formato convexo (abaulado). Nestes casos, devem ser imediatamente levados ao especialista, para que a meningite seja diagnosticada o quanto antes e possa ser devidamente tratada.


Vacinas - O presidente do Instituto Pedro Arthur, de Minas Gerais, que luta pela inclusão de duas vacinas contra tipos perigosos de meningite no calendário nacional de vacinação do governo federal, Rodrigo Diniz, afirma que a gratuidade desses dois tipos de imunização é fundamental para a proteção, principalmente, das crianças.


"As vacinas existem há mais de 30 anos, então por que não implantar, já que dinheiro é o que não falta no governo?", reivindica. Ele revela que a doença mata pelo menos dez pessoas todos os dias no Brasil.


Diniz acredita que até novembro possa estar em Brasília, apresentando à Câmara de Deputados o projeto de lei que vem sendo elaborado por parceiros do Instituto, para inclusão das vacinas anti-pneumococica, que protege contra a meningite causada por sete tipos de Streptococcus (Pneumococo), e a anti-meningococica sorogrupo C, que atua contra Neisseria Meningitidis C (Meningococo).


Para tanto, ainda falta ao Instituto chegar à marca de 1,3 milhão de assinaturas, que vêm sendo buscadas através de campanhas realizadas pela ong, como a "Brasil sem meningite", que será lançada em agosto em todo o País.


Na Capital, a vacina que imuniza para o tipo meningococica sorogrupo C, chega a custar R$ 133, à vista, enquanto a outra, para o tipo pneumocócica, é vendida a R$ 269, à vista. Mas conforme Diniz, esse valor pode oscilar até em 30% em outras cidades.


A solução, por enquanto, é desembolsar mais de R$ 400 para que os filhos estejam protegidos da doença, como no caso da publicitária Marina Moraes, que segue à risca as orientações da pediatra e hoje levou seu bebê de seis meses para tomar a imunização. "Seria bom se a vacina fosse oferecida em postos ou que o preço fosse menor, mas mesmo sendo cara me esforço pelo meu filho, que é meu bem mais precioso", finaliza.

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