Nancy Pelosi
O governo chinês afirmou que 'os Estados Unidos devem assumir a responsabilidade '
Danielle Nascimento
Publicado em 03/08/2022 às 08:16
Atualizado em 10/09/2026 às 14:18
A chegada da presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan, ontem (2), despertou uma intensa reação da China, que mantém uma relação conflituosa histórica desde a separação dos territórios em 1949.
De acordo com o site Correio Braziliense, em um comunicado feito pelo porta-voz do ministério da Defesa chinês Wu Qian, a China prometeu “ações militares direcionadas para defender a soberania nacional”.
“O Exército de Libertação Popular está em alerta máximo e lançará uma série de ações militares direcionadas para combater isso, defender a soberania nacional e a integridade territorial e impedir a interferência externa e as tentativas separatistas de 'independência de Taiwan’”, comunicou o porta-voz.
O governo chinês afirmou que “os Estados Unidos vão assumir a responsabilidade e pagarão o preço por minar a soberania e a segurança da China”.
O governo de Pequim também disse que os EUA têm tomado ações “extremamente perigosas” e advertiu que “quem brinca com fogo morre queimado”.
Mesmo com o “alerta”, Pelosi pousou no aeroporto de Taipei, capital de Taiwan, e foi recebida pelo ministro das Relações Exteriores do país, Joseph Wu.
Horas depois, o governo taiwanês informou que 21 incursões aéreas chinesas foram registradas no espaço aéreo do país.
Forças de defesa dos EUA também estavam monitorando Pelosi. Fontes militares de Taiwan disseram à AFP que “diversos barcos de guerra dos EUA navegavam pelas águas da região de Taiwan” no momento da chegada de Pelosi.
"Vamos garantir que ela tenha uma visita segura", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.
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