Saúde
As denúncias foram compartilhadas com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul
A Vigilância Sanitária de Londrina, cidade do Paraná, interditou, pela segunda vez, uma clínica terapêutica de atendimento a pessoas com transtornos pelo uso de drogas por irregularidades nas estruturas e higiênica.
As denúncias foram compartilhadas com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul.
A maioria dos internos é de cidades do estado, como Naviraí, Novo Mundo, Maracaju, Nova Andradina, Itaquirai, Sete Quedas e Campo Grande.
Conforme divulgado, a comunidade funciona no Parque Ouro Branco, zona sul da cidade. Em junho deste ano, a unidade foi interditada por suspeita de agressões contra os internos e possível uso de medicamentos para dopar os pacientes.
À época, um psicólogo da entidade foi preso em flagrante por suposta prática de sequestro e cárcere privado, mas liberado após ser ouvido.
Após a correção das irregularidades, a unidade voltou a atender sem poder receber os pacientes.
As irregularidades foram identificadas durante uma fiscalização coordenada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e a própria Vigilância. Havia 142 pessoas internadas no espaço, sendo 18 delas adolescentes.
A Justiça também impôs uma multa diária de R$ 1 mil em caso do descumprimento da decisão - valores a serem revertidos ao Fundo Municipal de Saúde de Londrina.
O espaço do site O Pantaneiro segue aberto para posicionamento da clínica Credequia.
Os pacientes que moravam na unidade voltaram para suas cidades de origem
Remédios vencidos
Em junho, os fiscais dizem ter encontrado remédios vencidos e receituários médicos em branco assinados por psiquiatra.
De acordo com a promotora Susana de Lacerda, os adolescentes abrigados conviviam com adultos e não tinham um lugar separado para o tratamento.
Proibidos de manter contato
A promotora ressaltou que os pacientes não eram autorizados pela coordenação da clínica a ligar para as famílias para relatar as dificuldades que passavam.
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